Diante das improvisações do comando da CBF na escolha de treinadores, auxiliares e rotatividade de jogadores nos últimos quatro anos, com mudanças até na conturbada presidência da entidade, e do pouco tempo de trabalho do italiano Carlo Ancelotti, tudo o que acontece nesta Copa do Mundo é compreensível.

O treinador demonstrou, na convocação do time para o Mundial, desconhecimento de muitos jogadores que atuam em nossos principais times, prestigiou aqueles que já conhecia mesmo jogando menos na atualidade – como é o caso do veterano Casemiro – e correu todos os riscos com a decisão de levar o combalido, mas extremamente famoso e poderoso pelos patrocinadores que o mantém no topo da mídia, Neymar, que vinha jogando pouco no Santos e embarcou lesionado.

O empate com o Marrocos provocou todo tipo de críticas e preocupações, mas pela sua experiência e profundo conhecimento, Ancelotti superou as dificuldades com muita conversa, mudança de atitudes e poucos alterações na equipe para o jogo com o Haiti.

A seleção brasileira venceu bem o frágil Haiti, mas precisa melhorar muito na Copa para confirmar os sonhos dos torcedores, que é vê-la, novamente após vinte anos, entre as melhores do planeta.

O jogo começou embolado, com os haitianos muito retrancados, e os brasileiros encontrando dificuldades para trabalhar bem a bola na organização das jogadas ofensivas.

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Aos poucos o time foi tomando corpo, com boas atuações de Bruno Guimarães e Paquetá, até que a revelação do Coritiba, Matheus Cunha, mostrou as suas credenciais com a marcação de dois gols. Dois gols fundamentais, tanto sob o ponto de vista técnico e de resultado, como, sobretudo, psicológico para todo grupo.

Em passe perfeito do armador Paquetá, Vinicius Junior fechou a contagem, garantindo ao Brasil a possibilidade real de passar a próxima fase do torneio sem grandes dificuldades na última partida da etapa de grupos, no confronto com a Escócia.

As entradas de Danilo Santos, Endrick e Rayan foram importantes para avaliações e tomadas de posição do técnico Carlo Ancelotti, se bem que ele continua teimando em apostar as suas fichas em Neymar, completamente fora de forma após um mês inativo.

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