Uma ópera, uma peça de teatro, um desfile de escola de samba ou qualquer tipo de show dependem muito do apoio dos bastidores – diretores, roteiristas, contra-regras, cenógrafos, carpinteiros, iluminadores, maquiadores, etc.

Um time de futebol não é diferente.

O Paraná passou 10 longos anos purgando na Série B do Campeonato Brasileiro por falta de melhor organização interna.

Uma hora era crise política; outra hora era crise técnica; mas sempre era crise financeira. Neste ano, mudanças técnicas quase impediram o retorno à elite do futebol nacional.

O grande mérito do presidente Leonardo de Oliveira e sua diretoria foi ter mantido os salários em dia. Não raras vezes em anos anteriores o time estava bem montado, o treinador trabalhando certo, mas a certa altura os pagamentos começavam a atrasar e os jogadores desanimavam iniciando a debandada fatal.

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Desta feita, graças a união de todas as correntes do clube e um eficiente trabalho dos dirigentes, o Tricolor conseguiu operar prodígios para manter as finanças em dia. Entre as suas artes chegou a bater o recorde de público na Arena da Baixada para pagar conta atrasada com um dos seus mecenas.

Ginástica dentro e fora do campo para manter as coisas em ordem.

Chamada, a torcida paranista respondeu à altura. Agora só falta a comemoração do acesso com o mergulho no rio Belém como centenas de torcedores prometeram ao ex-técnico Lisca.

Lisca, que foi demitido num momento agudo do campeonato. A diretoria prestigiou a dupla Rodrigo Pastana e Matheus Costa. Acabou dando certo. Pastana pela competência revelada na formação do elenco; Costa por ter aceitado o desafio tornando-se um jovem vencedor.

A pressão sistólica e diastólica tomou conta da Vila Capanema nas últimas semanas. Todos se envolveram na campanha de subida. Do mais humilde torcedor, passando pelos jogadores, comissão técnica, dirigentes, conselheiros, enfim uniu-se todo o Paraná Clube para o retorno trabalhado com eficiência atrás das cortinas.

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