Parece inacreditável que o Paraná Clube tenha chegado à posição constrangedora em que se encontra.

Com pouco mais de 30 anos de existência, tendo surgido como uma força viva do futebol brasileiro com a fusão entre Pinheiros e Colorado, o novo clube foi sendo, gradual e irresponsavelmente, destruído. Por dentro e por fora.

Com invejável patrimônio, estrutura administrativa eficiente herdada pela expertise do Pinheiros, respeitável quadro social e dinheiro em caixa, o Paraná Clube arrasou na década de 1990 com a conquista de diversos títulos, surgimento de ídolos da torcida e ascendeu à Série A do Campeonato Brasileiro.

Com a dupla Atletiba então estacionada na Série B, parecia que uma nova ordem estava se estabelecendo na história do futebol paranaense.

Vítima de péssimas gestões, atos desonestos em diversos graus e acentuada decadência técnica, o time acabou caindo para a Segundona estadual e a para a Série D nacional, equivalente à Quarta Divisão.

Nem em seus maiores pesadelos os torcedores tricolores poderiam imaginar tanto embaraço. Agora chegou o momento da reação. Ou, por outra, o Paraná Clube joga pela sobrevivência.

Ao empatar com o Cascavel sem gols, trouxe a decisão da vaga para a Vila Capanema e reúne condições de obter sua passagem para as oitavas de final da Série D.

O técnico Omar Feitosa está confiante e pede o apoio da torcida, afinal, só resta um caminho a sua equipe: sair da incômoda Série D ou ficar sem calendário nos próximos nove meses, pois a Série B estadual só começará em abril do ano que vem.

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