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Opinião

Os deuses e os demônios do futebol. Protestos, lamúrias e imprecações

Fernando Diniz e Rogério Ceni.
Fernando Diniz e Rogério Ceni.| Foto: ESTADÃO CONTEÚDO
  • PorCarneiro Neto
  • 04/12/2020 08:33

Vivemos tempo de lamentações.

Lamentam-se os responsáveis pela saúde pública brasileira pela desatenção do Governo Federal nos cuidados ao combate da pandemia e no trato da vacinação em massa contra o terrível coronavírus.

Há protestos em São Januário pelo excessivo número de gols perdidos pelo atacante Ribamar na eliminação do Vasco na Copa Sul-Americana.

Há lamúrias e imprecações no Ninho do Urubu pelos critérios do técnico Rogério Ceni nas substituições processadas durante o jogo em que o Flamengo foi eliminado pelo Racing na Copa Libertadores da América.

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E ainda há queixumes dos torcedores de Athletico, Coritiba e Paraná que não se conformam com a falta de critério e planejamento dos dirigentes responsáveis pelo departamento de futebol do Trio curitibano que se arrasta no Campeonato Brasileiro.

O Furacão também foi despachado da Libertadores, um pouco pelo limitado time que formou para esta temporada e muito pela pandemia do coronavírus que atacou os jogadores nas baladas da vida.

Em compensação, tem gente comemorando triunfos para contrastar com o panorama geral.

É o caso do São Paulo, novo líder da Série A, em franca ascensão sob o comando do discutido e inventivo Fernando Diniz.

Pelo jeito, depois de testes negativos no Athletico e no Fluminense, demorou, mas Diniz, de contestado, está se tornando mito no Morumbi. Tudo porque simplesmente soube lançar jovens valores na hora do desespero e eles deram a resposta em campo. Com os medalhões caros e improdutivos o São Paulo não iria a lugar nenhum.

Palmeiras e Grêmio desenvolvem bom futebol, o Santos alterna procedimentos a cada partida, o Atlético-MG oscila e o Internacional parece que derreteu.

Aliás, o grande vilão dos times que andam jogando mal é o excesso de más contratações. E a quantidade exagerada de jogadores que entram e saem dos clubes a cada ano que passa. Sem esquecer do descontrolado e irracional troca-troca de treinadores. E, ultimamente, também de supervisores ou gerentes que, pomposamente, se intitulam CEOs.

Sem público nos estádios, arbitragens confusas, interpretações difusas do VAR e dirigentes que se repetem, nos equívocos de planejamento e gestão do futebol profissional, ainda tem gente que reclama da televisão.

Muito me espanta o fato de o Athletico não aceitar mostrar os seus jogos nos canais tradicionais do futebol – Globo e Premiere – tentando subterfúgios que beiram o ridículo.

Até parece que a diretoria atleticana não só acredita no demônio como exige a sua existência. Se o “pai da mentira” aqui não estiver ou para cá não enviar um de seus representantes, como haveria de se explicar a transformação do Furacão em time fantasma: joga e ninguém vê.

Chega de demonologia. É tudo uma questão de lógica. Sem publico nos estádios, o produto futebol só pode ser exibido na televisão.

E ninguém sabe quando este estado de coisas vai mudar.

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