Para muitos torcedores a Copa do Brasil é mais atraente do que o Campeonato Brasileiro.

Primeiro, pela fórmula de disputa que é, basicamente, de caráter eliminatório; segundo, pelo fato de abrir oportunidades para times das séries B, C e D que não frequentam a elite do Brasileirão; terceiro, porque é um torneio permeado por surpresas ou simplesmente zebrinhas espalhadas pelo gramado como ocorreu, por exemplo, com a eliminação do Palmeiras nesta temporada.

Pois o ABC levou seis do Flamengo, assim como a Juazeirense tomou quatro do Santos.

Portanto, de maneira geral, no chamado frigir dos ovos – em português colonial – os times em melhores condições técnicas vão se impondo na fase aguda da competição. Por isso, São Paulo, Grêmio, Fortaleza e Atlético Mineiro saíram com vantagem na rodada da Copa do Brasil.

Não se pode dizer o mesmo do Criciúma que terá partida decisiva com o Fluminense.

Assim como o Athletico desperdiçou a oportunidade de sair com mais gordura no confronto com o Goianiense.

Digamos, a bem da justiça, que o Furacão mereceu a vitória na Arena da Baixada, mesmo só buscando o gol no segundo tempo e, assim mesmo, comprometido pela absoluta falta de imaginação de seu meio de campo.

Não fossem as individualidades de Marcinho, Nikão, Vitinho, Kaizer e, sobre todos, Terans, o resultado da partida poderia até mesmo ser um modorrento zero a zero.

Veja a tabela da Copa do Brasil!

Não que o Goianense seja fraco. Antes, pelo contrário, Eduardo Barroca realiza grande trabalho tendo nas mãos um elenco tecnicamente apenas mediano.

O problema foi o Athletico que abriu a contagem, recuou inexplicavelmente e ficou pedindo para tomar o gol de empate. E tomou. Menos mal para o técnico Antonio Oliveira e seus comandados que ainda restavam 15 minutos e, como o time resolveu correr um pouco mais de novo, alcançou o triunfo.

Mas poderia ter poupado a torcida de sofrimentos desnecessários.

O Furacão poderia ter sido mais Woody Allen e menos Alfred Hitchcock.

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