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Opinião

O VAR continua um desastre no futebol brasileiro

O VAR tem sido um desastre no futebol brasileiro.
O VAR tem sido um desastre no futebol brasileiro.| Foto: Albari Rosa / Foto Digital / Gaz
  • Por Carneiro Neto
  • 27/11/2020 10:19

As regras do jogo de futebol foram criadas pelas federações esportivas da Grã-Bretanha, as quais estabeleceram a International Board como órgão responsável pelo setor.

A International Board foi criada em 1883, numa reunião realizada em Manchester, portanto antes da fundação da FIFA, o que só aconteceu em 1904.

Atualmente o futebol atravessa um momento de desgaste e insegurança por conta de algumas modificações nas regras do jogo. Em duas delas, particularmente, o bicho está pegando: a lei do impedimento e a interpretação de mão na bola ou bola na mão.

Para aumentar o grau de insatisfação generalizada foi implantado o VAR – “Video Assistant Referee” – que está causando verdadeiro rebuliço no futebol brasileiro.

Tudo porque a arbitragem verde-amarela nunca foi grande coisa e alguns apitadores foram escalados para partidas finais de Copa do Mundo unicamente para agradar o então presidente da FIFA, o brasileiro João Havelange.

No mais, a arbitragem de futebol sempre foi sangue, suor e lágrimas. Menos mal que, com o advento da televisão, acabaram os juízes desonestos e os auxiliares que se faziam de cegos por simples interesse pecuniário.

Temperatura esquentou após grave erro em Ceará x São Paulo

A temperatura esquentou para a arbitragem depois do gravíssimo erro cometido pelo juiz do jogo Ceará x São Paulo na anulação do gol legal do jogador Pablo, que daria a vitória a equipe paulista.

O Coritiba também reclamou da penalidade máxima anotada a favor do Corinthians no mesmo dia. Sempre foi cômodo criticar a arbitragem e transferir para ela a responsabilidade pelo fracasso técnico dos times. Só que agora há razão nas reclamações.

Porque com as mudanças introduzidas pela International Board ninguém se entende na interpretação de mão na bola ou bola na mão; ninguém se entende no quesito do que é falta ou não é; ninguém se entende no que é impedimento ou não.

Para complicar tudo o VAR continua um desastre no futebol brasileiro.

VAR no Brasil virou válvula de escape para dividir responsabilidades

O Árbitro Assistente de Vídeo, em bom português, está sendo operado por gente despreparada, enquanto que o árbitro de campo, ao contrário da maioria dos árbitros europeus, por exemplo, viu nas seguidas consultas ao televisor uma válvula de escape para dividir as responsabilidades das más interpretações.

Basta assistir aos jogos dos campeonatos europeus para verificar que raramente o VAR é consultado, enquanto que nos campeonatos disputados em nosso país, a todo momento os inseguros apitadores fazem aquele gesto de uma tela de tevê para estragar a alegria do futebol.

Com as mudanças feitas na regra o jogo ficou mais difícil de ser dirigido, reconheço, pois meio nariz do atacante já indica impedimento, assim como mesmo com o braço colado ao corpo – como aconteceu com o jogador do Coritiba no lance do pênalti marcado a favor do Corinthians – pode ser entendido como falta máxima.

O VAR é uma tentativa de utilização dos modernos recursos eletrônicos para ajudar a dirimir dúvida. Só que, mal utilizado e contando com pessoas despreparadas na sua operação, e um árbitro inseguro dentro do campo, virou pura dor de cabeça para o torcedor, que anda cheio com tanta palhaçada no tecnicamente, há muito tempo, sofrível futebol brasileiro.

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