Quando o futebol brasileiro começou a ser mundialmente reconhecido, com a conquista do primeiro título mundial da seleção em 1958, o Real Madrid já era considerado o maior time da Europa.

Pentacampeão europeu nas asas do talento de verdadeiros monstros sagrados como Di Stéfano, Puskas e outros, o time do presidente Santiago Bernabeu já escrevia a sua maravilhosa história.

Aqui, na mesma época, Santos e Botafogo faziam um jogo acima dos demais. Com Pelé e Garrincha dividindo as atenções, esse jogo já foi o maior clássico do futebol brasileiro.

Mas nem Santos, nem Botafogo jamais alcançaram os padrões de organização e eficiência do Real Madrid ou de qualquer outro clube europeu. Aí é que começam as diferenças.

Ter o craque, ou uma constelação de estrelas é uma coisa. Outra, bem diferente, é possuir a estrutura que permita a um clube atravessar décadas como padrão de gestão, empreendedorismo, investimentos e conquistas.

Não há termos de comparação entre os clubes europeus e os sul-americanos.

Eventualmente, alguma equipe do nosso sub-continente pode se destacar e até mesmo ganhar um título mundial. Aconteceu recentemente com São Paulo, Internacional e Corinthians que, mesmo dominados pelos adversários europeus e com os goleiros Rogério Ceni, Clemer e Cássio se constituindo nos heróis das partidas finais, acabaram consagrados campeões.

Foram exceções, é claro. A regra geral mostra o contrário diante do absoluto predomínio deles sobre nós. Começa pela filosofia aplicada na gestão do negócio futebol, no modelo gerencial, na transparência diretiva, no planejamento do calendário, na formação dos elencos, enfim, eles nos superam em todos os quesitos.

Por isso, apesar da euforia dos torcedores e da esperança de uma nova zebra sul-americana, sabíamos ser improvável um triunfo do Grêmio na final em Abu Dabi.

O Real Madrid há décadas vem formando verdadeiras seleções com os jogadores que se destacam em diversos países. Nos últimos anos, ele brindou o planeta com os chamados “galáticos” de Roberto Carlos, Zidane, Beckham, Ronaldo Fenômeno e mais alguns fora de série. Agora, apresenta Sergio Ramos, Casemiro, Marcelo, Benzema, Bale, Cristiano Ronaldo e outros.

O Grêmio foi completamente dominado, chutou apenas uma bola na tentativa de marcar gol e teve de resignar-se diante da absoluta superioridade do adversário.

Campeão espanhol, campeão da Copa do Rei, campeão europeu e, desde sábado, campeão mundial. Este foi o melhor ano nos 115 anos de existência do Real Madrid.

 

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