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Análise

O coronavírus colocou a humanidade de joelhos

O coronavírus colocou a humanidade de joelhos
| Foto: AFP
  • Por Carneiro Neto
  • 10/04/2020 14:09

Quando a gente sai para fazer alguma compra na farmácia ou no supermercado observa, com tristeza e uma pitada de melancolia, as ruas vazias, algumas pessoas usando máscaras, enfim, um pavoroso cenário de filme de ficção. E filme de ficção B, daqueles com direito a pandemias e monstros de todos os modelitos.

O coronavírus colocou a humanidade de joelhos.

A aldeia globalizou-se por satélite; as culturas se misturaram por osmose eletrônica; o lazer insulou-se dentro de casa; as modas cibernéticas e de comunicação acompanham, sem muito o que poder fazer, o terror que a pandemia mundial causa em escala vertiginosa.

Apesar do raio laser, cable TV, CDs, videolivro, holografia, videotexto, cartão magnético, WhatsApp, Instagram, etc.

Um maravilhoso mundo novo. Só que a beira do abismo por causa de um vírus.

Não está fácil conviver com o tiroteio de noticiais, informações e contrainformações de médicos, cientistas, economistas e, sobretudo, a lamentável classe governante que, vil e maliciosamente, politizou o drama de todos nós.

Todos fazem a mesma pergunta, mas as respostas não são satisfatórias ou continuam longe de convencer.

Vivemos tempos estranhos, onde alguns fenômenos típicos das sociedades pós-industriais, inflacionadas por uma circulação sem paralelos de informações úteis e inúteis, riquezas, ideias, discursos e expectativas modernas onde nada é definitivo.

Nestes tempos de retiro e reflexão, com a intuição em riste, e um intelecto coletivo sem receio de aporias e redundâncias, nem preconceitos com as banalidades do dia-a-dia.

Fim das grandes teorias globalizantes, como o marxismo que inevitavelmente entrou em colapso, dos grandes objetivos salvacionistas e dos grandes explicadores da natureza humana.

Todos estão levando um baile do coronavírus. Nem a OMS – Organização Mundial de Saúde – conseguiu escapar do show de bola imposto pelo micróbio chinês.

Estamos sendo salvos pela fé cristã, pela razão científica e pela verdade filosófica. Quem não conseguir isso, encontrará muitas dificuldades para enfrentar a quarentena.

Tudo parado. Tudo sombrio.

Existe alguma coisa mais sem graça do que um estádio de futebol vazio?

Ou, pior, uma moderna arena de futebol sem os jogadores dentro de campo e a torcida na arquibancada?

Nenhuma certeza, apenas a sensação de que tudo já foi inventado, com inflação de pastiches, e muitas dúvidas. Dentre elas, a que mais aflige a população: quando será descoberto o remédio contra essa assustadora bactéria ?

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