Toda a mística do Athletico gira em torno dos seus principais jogadores através dos tempos.

Especialmente daqueles que se tornaram ídolos por terem conquistado títulos, marcando eternamente a passagem pelo clube - período longo ou breve - ou simplesmente porque caíram no gosto da torcida pela fibra, carisma, empenho e vontade de vestir a camisa rubro-negra com amor.

Para não mergulharmos tão profundamente na rica história do tradicional clube da Baixada, que se aproxima do centenário de fundação a ser comemorado daqui três anos, fiquemos apenas com os craques lendários dos últimos 30 anos.

Desde Ricardo Pinto, Oséas e Paulo Rink, que ajudaram a tirar o Furacão da incômoda Série B, devolvendo-o à Série A do Campeonato Brasileiro, para chegar a consagração do título nacional de 2001.

Ali, naquela gloriosa trajetória, o goleiro Flávio destacou-se pela segurança e tranquilidade, tanto quanto o zagueiro Nem - pela liderança - e o quarteto Adriano, Kléberson, Kleber e Alex Mineiro pela eficiência e refinamento técnico.

Antes deles haviam brilhado pela excelência técnica Paulo Miranda, Varley, Lucas, Kelly, porém, sem um título da expressão daquele alcançado há 20 anos, no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, na grande São Paulo.

Depois vieram outros jogadores que encantaram o torcedor, não só pelos diversos títulos estaduais, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil, mas pela habilidade com que trabalharam a bola, operando prodígios aos olhos do público.

Santos, Renan Lodi, Thiago Heleno, Pablo, Bruno Guimarães, Marcelo Cirino e Rony tornaram-se inesquecíveis.

Mas nos últimos seis anos ninguém jogou com tanto equilíbrio, arte e dedicação como o mineiro Maycon Vinícius Ferreira da Cruz, o Nikão.

Discreto, mas eficiente ponteiro direito, usando com habilidade a perna esquerda, sempre foi um atacante importante e com impressionante regularidade.

Raramente aparece nos jogos como coadjuvante; na maioria delas como ator principal.

Aos 29 anos e com o contrato terminando, Nikão constitui-se no atleta símbolo do atual time atleticano.

Além da elevada técnica no trato da bola, Nikão sabe usar a experiência adquirida no relacionamento com os companheiros, sobretudo os mais jovens, que sempre estão sendo lançados pelo Furacão.

Disciplinado, cooperativo dentro de campo, aplicando dribles desconcertantes, promovendo assistências para os que aparecem bem colocados em campo ou finalizando para marcar os seus gols, Nikão é mais uma legenda na história atleticana.

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