Opinião

A má gestão está custando caro para Athletico, Coritiba e Paraná. Preocupante

Por
Carneiro Neto
01/12/2020 11:40 - Atualizado: 29/09/2023 23:07
Samir Namur, presidente do Coritiba, em jogo no Couto Pereira.
Samir Namur, presidente do Coritiba, em jogo no Couto Pereira. | Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo

Tempo de lamentações para torcedores do Athletico, Coritiba e Paraná diante das campanhas irregulares das equipes no Campeonato Brasileiro.

Enquanto a dupla Atletiba tenta se afastar do fantasma do rebaixamento na Série A, o Paraná vem sofrendo vertical queda técnica na Série B e já está atrás do Operário na classificação.

A dura realidade é que a má gestão está custando caro para o Trio de Ferro do futebol da capital.

Em meio a uma dramática e duradoura crise financeira, Coritiba e Paraná exageraram na dose de contratações de jogadores tecnicamente medíocres e experiências mal sucedidas com gerentes – os tais CEO – no departamento de futebol e treinadores que não conseguiram engrenar.

Agora mesmo, ambos estão iniciando novas experiências no comando: Rogério Micale em Vila Capanema e Rodrigo Santana no Alto da Glória.

Acumulando maus resultados desde que começou a trabalhar com o limitado elenco Tricolor, Micale já começou a receber as primeiras críticas de torcedores, associados e conselheiros. O jovem Santana, entre uma quarentena para tratar do Covid-19, e o pouco tempo disponível para conhecer efetivamente o grupo de jogadores, recheado de alguns poucos talentosos, outros apenas esforçados e vários Mateus, a livre escolha, para qualquer posição.

O sinal mais significativo da falta de competência na gestão do futebol revela-se dentro de campo. Primeiro, pela dificuldade que todo novo treinador encontra para trabalhar com essa quantidade de jogadores de baixo nível técnico; segundo, pela necessidade de obter resultados no meio do campeonato e com o time sendo pressionado de todos os lados.

No Athletico a história é um pouco diferente. Parecida no que concerne aos magotes de jogadores contratados a título de reforços no começo do ano sem qualquer critério de avaliação, tanto que alguns já foram dispensados, emprestados ou simplesmente esquecidos por Paulo Autuori, o terceiro comandante do time no ano.

Diferente, porque o Furacão tem a agravante da punição imposta pela Fifa – na mal explicada e mal conduzida contratação do jogador Rony, que estava vinculado a um clube japonês –, pela qual está impedido de registrar novos atletas até a metade do ano que vem.

Por isso e mais um pouco, os resultados tem sido preocupantes para os torcedores do Trio.

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Antônio Carlos Carneiro Neto nasceu em Wenceslau Braz, cresceu em Guarapuava e virou repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964. Chegou a Curitiba no ano seguinte e, mais tarde, formou-se em Direito. Narrador e comentaris...

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