Há muito tempo não se via um treinador com temperamento tão agitado como o do gaúcho Lisca em sua curta passagem pelo Paraná.

Ele conseguiu reorganizar o time no meio da competição e colheu bons resultados. Enfrentou as dificuldades naturais de trabalhar com um elenco ao mesmo tempo jovem e reduzido. Mexeu com os brios de todos e contagiou a torcida que passou a incentivá-lo na mesma proporção dos jogadores.

Falante, com raciocínio rápido, Lisca comunicou-se com facilidade em todas as ocasiões, motivando e aumentando a confiança na Vila Capanema.

Com o Paraná lutando bravamente para retornar a Série A, depois de curtir uma década fora da principal vitrine do futebol brasileiro, Lisca passou a ser uma referência do otimismo que tomou conta dos torcedores.

Lamentavelmente, tudo se encerrou com uma confusão generalizada no hotel que serviu de concentração para a equipe, em Belo Horizonte, na véspera da partida com o Atlético-MG pelas semifinais da Primeira Liga. A diretoria interveio prontamente e com precisão, não dando margem para qualquer tipo de dúvida na preservação do império da disciplina.

Lisca agitou, agradou e decepcionou o Paraná nas poucas semanas em que atuou como comandante do time.

No jogo, o Tricolor paranaense foi derrotado pelo Galo e agora volta toda a sua atenção para os desafios da Série B.

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