Com um elenco reduzido de talentos individuais, com um treinador muito jovem, o time apresentando ritmo oscilante de jogo a jogo no Brasileirão, o Furacão aposta tudo nos mata-matas das Copas Sul-Americana e Brasil.

Resta saber se ele conseguirá passar das quartas de final nos dois torneios com esse futebolzinho que vem mostrando. Acontece que o atual grupo de jogadores está muito distante daqueles que conquistaram a Copa Sul-Americana, em 2018, e a Copa do Brasil, em 2019.

Não há termos de comparação e muitos torcedores sentem saudades de diversos jogadores que se destacaram de forma magnífica e deixaram o clube, como Renan Lodi, Raphael Veiga, Pablo, Bruno Guimarães, Marcelo Cirino, Marco Ruben, Rony e outros menos votados.

Também temos as viúvas de Tiago Nunes, onde me incluo, por admirar a forma inteligente como ele trabalhou o time atleticano naquelas duas temporadas douradas. Soube extrair o máximo do elenco, impôs um sistema de jogo ao mesmo tempo seguro e agressivo, além de liberar a criatividade de quem tinha algo mais para oferecer.

Intrigante o fato de Tiago Nunes ter fracassado em suas experiências posteriores no Corinthians e no Grêmio. Parece que Shakespeare tinha razão em Hamlet: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”.

Sem vencer há cinco partidas, com o treinador António Oliveira se confundindo nas escalações, com Paulo Autuori posando de abade protetor do seu pupilo e a maioria dos jogadores rendendo bem abaixo das suas condições, o Athletico terá de superar-se nos confrontos com a LDU, pela Sula, e com o Santos, pela Copa do Brasil.

Façam as suas apostas e apertem os cintos, porque os próximos jogos do Furacão prometem muito solavancos.

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