O Campeonato Brasileiro da Série A chega à última rodada, sem ter sido exatamente uma disputa de elevado nível técnico. Antes, pelo contrário, foi uma competição que decepcionou diversas torcidas pelo baixo rendimento das equipes.

Muitos treinadores rodaram pelos clubes, diversos jogadores ganharam oportunidades mal aproveitadas pelas suas próprias limitações técnicas, poucas revelações empolgantes que fizessem o selecionador nacional, Carlo Ancelotti, perder o sono de satisfação, muitos erros de arbitragem e, até a confirmação da incompetência dos gestores e analistas do sistema VAR, criado para tirar dúvidas, mas que não funciona no atual futebol brasileiro.

De qualquer forma a paixão do torcedor permanece, pois invariavelmente os estádios e arenas estiveram lotados, com menor registro de confusões em relação aos últimos anos. Claro que o embate em rodovia, entre torcedores profissionais do Santos e do Internacional, foi absolutamente vergonhoso para a imagem do nosso futebol.

Com o Flamengo campeão restou a dramática luta contra o rebaixamento.

O técnico Filipe Luís foi o grande vencedor, pois iniciando a carreira no clube que defendeu como jogador e que se trata do dono da maior torcida do país, tendo bem organizado o time e extraído o máximo de todos nas campanhas vitoriosas da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

Brasileirão: Cinco clubes lutam contra o pior

Na parte de baixo da tabela com Juventude e Sport já rebaixados para a Série B, cinco clubes tentam evitar o pior: o Santos que recebe o Cruzeiro, o Ceará que encara o Palmeiras, o Fortaleza que visita o Botafogo, o Vitória que enfrenta o São Paulo e o Internacional que joga tudo contra o Bragantino.

Dos chamados grandes chama a atenção a má performance do Santos e do Internacional que se arrastaram na temporada.

O Santos foi campeão da Série B no ano passado e prometeu grande campanha à partir do retorno do craque Neymar. Só que, lamentavelmente, Neymar há algum tempo vem demonstrando dificuldades no condicionamento físico para manter-se em forma e, sobretudo, em condições de repetir as atuações que o consagraram em passado relativamente distante.

O Internacional atravessa crise política e financeira, fora e dentro de campo, chegando ao limite máximo de contratar o semiaposentado técnico Abel Braga na tentativa de salvá-lo da desclassificação. Difícil missão para o experiente e vitorioso treinador.

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