Após a derrota para o Bragantino, na largada do Brasileirão e a má atuação em Cianorte, pelo Paranaense, apesar da vitória com gol de goleiro no final, fiquei com reservas quanto às possibilidades do Coritiba no Mineirão.

Primeiro, porque enfrentaria o Cruzeiro em má fase, com o técnico Tite muito pressionado no início do seu trabalho; segundo, porque o histórico coxa-branca nos confrontos, em Belo Horizonte, não recomendava; terceiro, porque jogaria sem Josué, peça importante no sistema de meia-cancha.

Pois não há de ver que as minhas cautelas voaram nas asas do morcego que invadiu o campo.


Fernando Seabra ousado e o Lucas Ronier protagonista na vitória do Coritiba, de virada, com atuações memoráveis da maioria dos jogadores.

O técnico Seabra, ao contrário do recomendado pelo manual do futebol, que seria fortalecer o sistema defensivo e de marcação no meio de campo, escalou quatro zagueiros, Willian Oliveira, Sebastian Gomez e Lucas Ronier na armação e Breno Lopes, Lavega e Pedro Rocha no ataque.

Aposta ousada e que funcionou na virada do Coxa com gols de Lavega no final do primeiro tempo e de Breno Lopes no inicio da etapa complementar. Aliás, gol de alta categoria de Breno Lopes.

Breno Lopes marcou seu primeiro gol pelo Coritiba. (Foto: JP Pacheco/Coritiba).

Ainda participaram do triunfo na peça ofensiva Vini Paulista, Keno e Sobral. Diante dos fatos, abriu-se uma nova perspectiva dentro do elenco, afinal o treinador Fernando Seabra nos mostrou que conta com diversas opções e, consequentemente, a equipe pode evoluir com o passar dos dias e dos jogos.

Bom sinal para o Coritiba que, como todos os clubes, sofre grande desgaste com esse calendário maluco “organizado” pela CBF e pelas federações com irresponsável acúmulo de jogos no Campeonato Brasileiro e nos campeonatos estaduais.

Imaginem a responsabilidade e a dificuldade dos técnicos para a organização dos elencos em duas frentes, com partida intercaladas, e sem tempo para treinamentos adequados.

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