A diretoria do Athletico passou os primeiros quatro meses do ano promovendo mudanças, experiências, contratações, dispensas, enfim, todo tipo de exercício, contrariando qualquer manual básico de gestão para um departamento de futebol.

Foi investido muito dinheiro, algumas contratações desnecessárias, pagas diversas indenizações, até que alguém teve a ideia de convidar Luis Felipe Scolari.

Profissional respeitado pelo currículo e, sobretudo, pela liderança que exerce no trabalho, em três semanas Felipão encaminhou o Athletico.

Já virou ídolo da fiel e empolgada torcida atleticana, única razão da existência do quase centenário clube.

Felipão suspendeu a temporada de experiências e invenções na escalação do time titular, afastou os jogadores que não vinham correspondendo e tratou de dar moral aos jovens Khellven e Cristian e recuperar a autoestima do experiente Pablo.

Elegeu os onze titulares, dentro de um elenco heterogêneo e mal formado – tantos jogadores foram contratados que a gente nem lembra do nome de todos – e tratou de disciplinar o sistema de jogo. Feijão com arroz, bem temperado.

Os claudicantes Canobbio e Cuello recuperaram a confiança e passaram a mostrar qualidades, marcando gols e demonstrando vontade de acertar.

Ainda falta definir a função de Hugo Moura no meio de campo, pois ele tem jogado bem, mas não se trata de um primeiro volante original.

Da mesma forma que a equipe necessita de um centroavante realizador, mesmo que Pablo tenha se recuperado e assinalado gols. Isso se o objetivo for mesmo conquistar algum título nesta temporada.

Tudo dentro de um planejamento realista que vise conduzir o Furacão as fases decisivas de uma das três competições que disputa concomitantemente.

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