Convenhamos que o golaço de Vitinho no final do tradicional clássico paranaense fez esquecer um pouco o baixo nível técnico da partida. Entretanto, a dupla Atletiba precisa evoluir muito, no plano tático e técnico, para não decepcionar as suas torcidas nesta temporada que se inicia.

O Coritiba, atuando com o que tem de melhor, conseguiu passar para a terceira fase da Copa do Brasil e vinha liderando o campeonato estadual quando levou um banho de bola do FC Cascavel, dentro do Alto da Glória, e, agora, acabou derrotado pelo time reserva do Athletico.

Coritiba precisa superar Rafinhadependência

Como o objetivo principal é o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, parece o momento de uma boa avaliação do elenco colocado à disposição do técnico Gustavo Morínigo.

Existem vários furos no time, sobretudo do meio de campo para frente. Essa "Rafinhadependência" tornou-se perigosa, pois com a idade avançada e uma constante irritação durante as partidas, torna-se imprevisível a sua regularidade como líder da equipe.

No clássico, o Coxa conseguiu equilibrar as ações na meia cancha, mais pela fragilidade do adversário do que por méritos próprios, mas atacou e finalizou pouco contra a meta do goleiro Bento. Sofreu o primeiro gol, foi a luta e arrancou o empate. Mas sucumbiu ao balaço do incrível Vitinho que deixou o goleiro Wilson enrolado a rede na vã tentativa de impedir o gol fatal.

Planejamento do Athletico torna time confuso

O Athletico me parece confuso, pois utiliza um supervisor geral – Paulo Autuori – e dois jovens treinadores – António Oliveira e Bruno Lazaroni – rodando cerca de 35 jogadores nos compromissos já realizados, quase todos com atuações discretas.

No campeonato estadual uma hora o comandante é Lazaroni, na outra é Oliveira. Fica difícil ganhar entrosamento, ritmo e, sobretudo, confiança. Os mais jovens emitem sinais de nervosismo e insegurança, inclusive o já testado ala direito Khellven, um dos poucos destaques individuais no triunfo sobre o Coritiba.

Deem uma olhadela nos verdadeiros futuros adversários do Furacão, na Copa do Brasil e na Série A do Brasileiro, como Flamengo, Palmeiras, Internacional, São Paulo, Grêmio e outros. Estão jogando uma barbaridade e entrosadíssimos.

Ao mesmo tempo, o Athletico apresenta pouca reposição de qualidade na zaga, revela indigência criativa no meio de campo e tem marcado poucos gols com o time principal na Copa Sul-Americana. Claro que para a torcida, ganhar o velho clássico foi ótimo, mas já passou da hora de ela conseguir identificar a verdadeira cara da equipe atleticana para este ano.

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