Na sua nona partida consecutiva sem vitória o Coritiba voltou a apresentar correto posicionamento tático e volume de jogo para equilibrar as ações, mas perdeu de novo.

Perdeu por falta de criatividade do meio de campo durante a primeira etapa quando chegou poucas vezes com perigo a meta adversária. O Grêmio também não ameaçou, mas teve melhor circulação de bola pelo meio.

Na etapa final o técnico Marcelo Oliveira substituiu o apático Matheus Galdezani e o time tornou-se mais agressivo. Chegou a acertar uma bola na trave, na finalização do zagueiro Werley, após desvio de cabeça de Alan Santos.

Mas aos poucos o time gaúcho foi se encorpando, igualou-se nas ações e começou a ameaçar nos contra golpes.

Numa tentativa derradeira de mudar a situação o treinador coxa-branca apostou em Anderson, vaiado pela torcida inconformada com a sua displicência nas últimas semanas. Só mesmo quando Neto Berola entrou foi que o Coxa criou algumas situações para marcar com destaque a chance desperdiçada por Henrique Almeida.

Em seguida, Ramiro aproveitou o contra-ataque e a falha grotesca da dupla interior da zaga alviverde para marcar o gol da vitória já nos acréscimos.

Foi um duro castigo e o panorama no campeonato está ficando dramático para o Coritiba.

Desequilíbrio fatal

Jogando pressionado pela torcida o São Paulo tomou a iniciativa do jogo com o Atlético e acabou se dando bem no final.

Mais uma vez o técnico Fabiano Soares promoveu diversas alterações na escalação. Algumas provocadas pela ausência de titulares que estavam suspensos, outras por opção. Dentre estas chamou atenção a ausência inicial de Felipe Gedoz — tecnicamente o jogador de frente mais completo do atual elenco atleticano – e que acabou outra vez criticado pelo treinador.

Por mais que insistisse o São Paulo não mostrava brilho ofensivo e logo no começo do segundo tempo sofreu o gol. Gedoz cabeceou, o goleiro deu rebote e Douglas Coutinho acertou em cheio.

Mas logo veio o empate com Lucas Pratto, arrematando sem ângulo em cima do goleiro Weverton que aceitou o gol.

O desequilíbrio tático-técnico que vem caracterizando as atuações do Furacão foi fatal para que a virada se concretizasse no Pacaembu. Era só uma questão de tempo para o gol da vitória paulista e ele saiu através de Maicosuel completamente livre de marcação.

Com a derrota o Atlético ficou perigosamente próximo da zona de rebaixamento.

Virada espetacular

Foi uma noite daquelas na Vila Capanema. Houve um pouco de tudo a começar pelo surpreendente gol do Criciúma através de Alex Maranhão cobrando falta.

Bolas na trave, Gabriel Dias quase marcando em jogada genial repleta de dribles desconcertantes, até que Renatinho cobrou escanteio e Iago Maidana completou de cabeça empatando o jogo.

Mas teve mais: pênalti assinalado a favor do Paraná que foi em seguida suspenso pelo árbitro lambão; o goleiro Luiz, do Criciúma expulso e aumentou o clima tenso dentro de campo.

Mas João Pedro, que vem jogando muito bem com a camisa tricolor, cobrou falta perfeita e garantiu a virada espetacular para delírio da torcida paranista.

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