2018 nem bem começou e os dirigentes já arquitetam, nos bastidores, mais um golpe contra a integridade do futebol brasileiro: a manutenção do controle da CBF pelo grupo do presidente Marco Polo del Nero, afastado do cargo pela Fifa. O esporte debilitado imita, tristemente, a mesma prática da política rasteira que impera no país.

Mas vamos tratar do jogo da bola e não do baixo nível ético e moral dos cartolas.

No futebol paranaense houve intensa troca de treinadores: Marcelo Oliveira foi substituído pelo principiante Sandro Forner no Coritiba; Fabiano Soares perdeu o lugar para Fernando Diniz no Atlético; Matheus Costa cedeu a vaga para Wagner Lopes no Paraná e Claudio Tencatti foi substituído por Ricardinho no Londrina.

Dentre os principais clubes, apenas o Operário seguiu em frente com Gerson Gusmão, que comandou o time na conquista do título da Série D nacional.

Surpreendeu a saída de Claudio Tencatti, depois de seis anos no comando do Londrina. Esta será a grande oportunidade para o ex-craque Ricardinho firmar-se de vez como técnico.

Forner faz parte de um programa de austeridade imposto pelo novo presidente Samir Namur que, entre outras providências, enxugou a folha de pagamento do clube pela metade. O maior desafio será tirar o Coxa da Série B.

Wagner Lopes representa quase uma unanimidade na Vila Capanema e a principal meta será manter o Tricolor na Série A. Antes, tem a nova tentativa de conquistar o título estadual, perseguido há dez anos.

O Atlético sonhou com Seedorf e acordou com Fernando Diniz.

Em suas primeiras manifestações, o jovem treinador declarou-se encantado com a estrutura do novo clube e considera-se o mais novo amigo de infância do presidente efetivo Mario Celso Petraglia.

Não surpreende, pois Petraglia é um grande sedutor, tanto que provocou suspiros no experiente Paulo Autuori.

Mas o que a torcida quer saber mesmo é sobre contratações.

A maioria dos torcedores anda cansada de insucessos e, sobretudo, de cabeças-de-bagre, especialmente nos elencos da dupla Atletiba.

Já passou da hora de o futebol paranaense mudar de patamar na hierarquia nacional.

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Efabulativo

Com pernas curtas e arcadas, meio sarará, veloz, driblador e bom finalizador, Dirran encantou os torcedores de uma equipe do Rio Grande do Norte.

Os locutores chegavam a fazer biquinho para pronunciar o nome de Dirran num francês correto.

O futebol potiguar estava em festa, tanto que o principal narrador esportivo da região afirmou que “Dirran é um craque que orgulha o nosso futebol. A cada jogo Dirran é um espetáculo à parte senhoras e senhores radio ouvintes !”.

Fazendo tamanho sucesso e arredio para entrevistas, nem bem terminou uma partida e o repórter invadiu o campo indagando ao novo fenômeno do futebol nordestino:

– Você possui descendência francesa, Dirran ?

– Não sinhô. Acontece que meu apelido é Cu de Rã e o pessoal abreviou prá facilitá…

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