Tempo de sofrimento para a torcida do Coritiba, crucificada entre a humilhação e a revolta nesse Brasileirão que expõe o seu time ao mais profundo ridículo.

O mais grave é que esse drama alviverde se arrasta nos últimos anos, alternando queda e acesso a Série A nacional com a perda de títulos estaduais para o maior rival – o Athletico conquistou o bicampeonato representado pelo time de aspirantes e o tri, em pleno Alto da Glória, com a formação principal – e o panorama atual se descortina absolutamente sombrio.

Matematicamente, as possibilidades de rebaixamento são maiores do que a permanência na Série A. O protesto surdo da grande torcida explodiu assim que o Flamengo liquidou o jogo ainda no primeiro tempo, sábado no Maracanã.

A torcida agradeceu que o placar final ficou em 3 a 1, pois pelo andar da carruagem em campo a coisa poderia ter sido terrivelmente desastrosa. Bolas na trave e intervenções precisas do goleiro Wilson salvaram a desgraça maior na lavoura coxa-branca.

Técnicos, que são mudados a cada momento, e jogadores, que são contratados ao sabor do vento e das indicações de empresários espertalhões, não escapam da revolta dos torcedores que, mesmo impedidos de comparecer aos jogos, se manifestam das mais variadas formas através das redes sociais.

Mas o grande problema é mesmo a atual diretoria, que se apresenta como inexperiente, teimosa e corajosa, afinal o presidente Samir Namur, apesar da má performance na gestão do clube, inscreveu-se como candidato a reeleição no pleito marcado para a primeira quinzena de dezembro.

De saída, todos sabem que tanto Renato Follador Júnior como João Carlos Vialle, os outros candidatos que se apresentaram para a próxima eleição, são superiores em todos os quesitos que o atual presidente. Entretanto, como Namur tem o controle sobre as torcidas organizadas com direito a voto, as coisas podem ficar bem estranhas no Alto da Glória.

Sinal vermelho aceso no painel de controle do Coritiba.

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