A proposta estratégica do técnico Fernando Seabra, no início do seu trabalho no comando do Coritiba, está ficando cada vez mais clara: busca constante do gol.

Até parece que lhe pediram um receituário diferente do aplicado pelo técnico anterior, Mozart, que privilegiava a marcação forte da zaga, a pegada constante no meio de campo e o aproveitamento dos contra-ataques para a marcação do gol.

Por isso, o sistema de jogo adotado na campanha do título da Série B desagradou muita gente nas partidas como mandante, pois pelas características do desenho tático de Mozart, o Coxa se dava melhor quando atacado, em vez de ter de assumir a iniciativa, por não contar com alas eficientes e meias armadores mais agudos. Sem esquecer, é claro, da limitação técnica dos atacantes contratados no ano passado.

Agora, o Coritiba conta com bons atacantes, tanto que Breno Lopes e Pedro Rocha marcaram os gols sobre a Chapecoense e Lucas Ronier voltou a barbarizar com sua elevada categoria técnica individual e consciência coletiva de atuação.

O meio de campo também esteve em bom plano, com o retorno do meia Josué. Lavega, o mais obscuro dos atacantes, foi substituído por Vini Paulista e, não sei exatamente por qual razão, Jacy ficou no banco de reservas, entrando apenas quando o placar favorável parecia consolidado.

Breno Lopes fez dois gols, mas Coritiba só empatou. (Foto: Liamara Polli/AGIF/Icon Sport).

Fernando Seabra não manteve a segura dupla Maicon e Jacy da temporada passada, preferindo escalar Tiago Cóser como titular. Mas o problema do empate da Chapecoense depois de estar perdendo por 3 a 1 não foi individual, mas de comportamento coletivo de toda a equipe, tomando até gol após cobrança de escanteio.

Talvez por ter aparentemente resolvido o jogo muito cedo, aos 14 minutos do segundo tempo, com o gol de Pedro Rocha, os jogadores acomodaram-se um pouco, esquecendo-se de que o adversário é preparado, vem de longa série de resultados satisfatórios e jogava em casa.

Deu no que deu: 3 a 3.


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