Mesmo entre o Natal e o Ano Novo, confraternizações com número reduzido de pessoas, feriadão esticado e muita gente nas praias, o futebol andou agitado com o incessante troca-troca de treinadores dentro e fora do país.

Quem deu a largada foi o Paris Saint-Germain com a contração do argentino Mauricio Pochettino, cujo último clube foi o Tottenham há mais de um ano.

O Vasco, que se sente seriamente ameaçado pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro, dispensou, primeiro Ramon Menezes em outubro, depois o treinador português Ricardo Sá Pinto.

Tentou Zé Ricardo, que se declarou cansado de ser chamado como bombeiro para apagar incêndios e consertar o que anda com muitos defeitos, mas acabou encontrando a solução com o veterano Vanderlei Luxemburgo. Bem, a solução mesmo é questão de ponto de vista, mas o velho Luxa promete muita conversa, muito trabalho e muito ouriço em São Januário.

Até Muricy Ramalho retornou a ribalta depois de ter encerrado a vitoriosa carreira de técnico e com incursões como comentarista em programas de televisão. Aceitou o convite para ser o coordenador geral do futebol do São Paulo.

O Morumbi deve recusar a cultura do “chinelinho” dos jogadores viciados no departamento médico e passar para o consagrado bordão de Muricy: “Aqui é trabalho, meu filho”.

Por aqui uma nova velha notícia: o Coritiba mudou de treinador.

Eduardo Barroca, Jorginho e Rodrigo Santana foram apresentados como boas opções e destituídos no ano passado, com participações especiais dos auxiliares Mozart e Pachequinho. Depois ainda tem gente que não compreende a irregularidade técnica e a insegurança do atual elenco do Coxa.

Como também mudou a diretoria,  o torcedor coxa-branca que se prepare para outras novidades ao longo da temporada. Agora é Gustavo Morígino que dá as cartas no time do Coritiba.

Como toda vassoura nova a diretoria recém empossada promete uma série de transformações, as quais passam pela reformulação da estrutura administrativa, recomposição financeira, unificação do departamento de futebol nas diversas categorias, novas designações e missões para os integrantes da comissão técnica, enfim, uma geral do piso ao teto, no Alto da Glória e no CT da Graciosa.

Vamos acompanhar o andamento das mudanças e verificar até que ponto o time principal responderá em campo a tempo de evitar um novo rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro.

Confesso que pouco conheço do trabalho do paraguaio Gustavo Morínigo, ex-jogador que trabalhou por último no Libertad. Foi bem recomendado para merecer a análise e a decisão final do presidente Renato Follador e dos seus companheiros de diretoria ligados ao departamento de futebol.

A sorte está lançada !

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