Se observarmos a evolução de algumas equipes do interior – Operário, FC Cascavel, Cianorte, Londrina e Maringá – concluiremos com facilidade que o trio da capital está patinando naquilo que podemos chamar de “Pré-Temporada”.

O campeonato estadual tem servido exatamente para testar jogadores e, também, treinadores – o Athletico chega ao exagero de contar com dois treinadores sob os olhares atentos do supervisor Paulo Autuori, uma espécie de bedel do CT do Caju – pois a temporada vai começar para valer com a terceira fase da Copa do Brasil e o inicio do Campeonato Brasileiro.

No caso atleticano, iniciou antes com a Copa Sul-Americana, torneio tecnicamente inferior à Copa Libertadores da América, mas o chamado time principal ainda não mostrou o rendimento esperado.

A meu ver, o equívoco de Paulo Autuori é não ter aproveitado o campeonato estadual – quando o caótico calendário da Federação Paranaense de Futebol permite – para engrenar a equipe titular. A derrota para o Melgar, em Lima, com uma apresentação muito pobre evidenciou as carências do time.

Tendo investido 12 milhões no atacante Matheus Babi, uma promessa de bom negócio no futuro, o Furacão descuidou-se no meio de campo, setor mais carente onde faltam, claramente, um volante de categoria – saudades de Wellington – e um meia armador criativo – saudades de Raphael Veiga e Bruno Guimarães. Por isso a escassez de gols, apesar de Nikão e Renato Kaizer serem bons jogadores, mas com baixo rendimento em função das deficiências no terço de armação das jogadas.

O Coritiba, que vem bem na Copa do Brasil e com lampejos nas primeiras rodadas do Campeonato Paranaense, caiu de produção e engatou três derrotas consecutivas - já são quatro jogos sem vencer.

Acendeu o sinal vermelho no painel de controle do departamento de futebol coxa-branca. Alguma coisa não está saindo conforme o projetado por Brunoro e Morígino. E o tempo urge, pois a Copa do Brasil recomeça daqui vinte dias e o Campeonato Brasileiro começa no fim do mês.

As contratações de reforços foram feitas, o elenco tem trabalhado no Alto da Glória, porém os resultados deixam a desejar. O Paraná, com seus eternos problemas financeiros e administrativos, faz o que pode para sobrevir com dignidade.

Já dançou na Copa do Brasil, mas respira no estadual e vai tentar fazer boa figura na série C do Campeonato Brasileiro. Um desafio, sem dúvidas

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