Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo: a seleção brasileira enfrenta o Paraguai nesta terça feira, pelas Eliminatória da Copa do Mundo; a CBF entrou em crise com o afastamento do presidente Rogerio Caboclo e a Copa América, que acabou inesperada e exóticamente caindo no colo do Brasil, foi inicialmente politizada e a seguir judicializada.

Mesmo para um país exótico como o nosso, acostumado a confusões e crises políticas, doses excessivas de corrupção em quase todos os níveis da política nacional e demonstrações explicitas constantes de incompetência por parte de governantes municipais, estaduais e federais, essa dose parece cavalar.

A Copa América, programada para começar no próximo domingo, envolve interesses econômicos da Conmebol e da CBF; interesses políticos do Governo Federal e da oposição, tanto que o PT já levou o caso ao Supremo Tribunal Federal; mexeu com o ambiente na seleção brasileira, com os jogadores contrariados com o afastado presidente da CBF que, por sua vez, ameaçou demitir o técnico Tite e deixou a torcida verde-amarela atônita.

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, está examinando o recurso do partido de Lula, enquanto o Presidente Jair Bolsonaro se declarou entusiasta da realização do torneio em nosso país.

A Comissão de Ética da CBF afastou o presidente Rogerio Caboclo por causa de denuncia de uma funcionária da entidade que teria sofrido assédio moral e sexual. Onde será que estava essa tal Comissão de Ética durante as polêmicas gestões de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero ?

Assumiu a presidência da CBF o Coronel Antonio Nunes, com a responsabilidade de comandar todo esse rosário de interesses econômicos, financeiros, políticos, jurídicos e, ufa, esportivos. Diante de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo recomendo cautela no acompanhamento do polêmico desenrolar dos acontecimentos.

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