Um fim de semana futebolístico de gala com as partidas finais da Copa América, entre Brasil e Argentina, no Maracanã; e da Eurocopa, entre Inglaterra e Itália, em Wembley.

Só que Copa América e Eurocopa são torneios antônimos. Ou, por outra, não se enxerga nenhuma semelhança entre uma competição e outra.

Confira a tabela da Copa América

E não estou falando do fato de na Europa o público já estar de volta aos estádios e os gramados serem quase perfeitos. Estou me referindo ao nível técnico das seleções participantes. Para quem acompanhou os jogos dos dois torneios é fácil deduzir que se registra autêntica dissemelhança entre eles.

A maioria das seleções europeias se apresentou de forma organizada, com sistemas táticos rígidos, modernos e que proporcionaram grande equilíbrio entre os competidores, com raríssimas exceções. Os jogos foram parelhos, diversos levados à prorrogação ou mesmo às penalidades máximas, chegando à decisão sem um favorito declarado.

Confira a tabela da Eurocopa

A Itália até pode ser considerada preferida pela condição técnica individual da maioria dos seus jogadores, mas a Inglaterra também possui virtudes e, no plano estratégico, conta com um sistema defensivo quase perfeito.

A maioria das seleções sul-americanas se apresentou de maneira irregular e nem mesmo a capacidade pessoal de alguns jogadores talentosos conseguiu mudar o panorama.

Como o time do Uruguai, por exemplo, que contou com alguns jogadores ilustres como Suárez, Cavani ou Arrascaeta, mas sem mostrar concepção coletiva de jogo. A própria finalista Argentina chegou às finais orbitando em torno do genial Messi, mas muito distante do entrosamento exibido pelas seleções que participaram da Eurocopa.

Brasil é a mesma coisa: vive de individualidades

Com o Brasil é a mesma coisa: vive exclusivamente de algumas individualidades, com destaque a Neymar, Paquetá e Richarlison. Não se observa na seleção dirigida por Tite uma ideia central definida, força de conjunto, ou algum sistema de jogo a altura das ricas tradições do futebol brasileiro.

Sinceramente, gostaria de ver a seleção brasileira enfrentar mais vezes adversários europeus para tirar definitivamente algumas dúvidas.

Em síntese, a Eurocopa encheu os olhos dos telespectadores e torcedores presentes aos estádios, pelo estilo moderno e competitivo da maior parte dos seus participantes e a Copa América não empolgou em nenhum momento e sobrevive, exclusivamente, pelo valor técnico pessoal de alguns personagens que todos conhecemos.

Por estas e outras que, há quase 20 anos, os títulos mundiais de selecionados ficaram com os europeus. A exceção foi a Argentina ter conseguido chegar a final da Copa do Mundo em 2014, quando perdeu para a Alemanha, que havia trucidado o Brasil no Mineirão.

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