A repetição e a sucessão de equívocos cometidos pela direção de futebol do Athletico nesta temporada conduziram o time a um ponto crítico.

Pode parecer incrível, mas a dura realidade é que na metade do quinto mês do ano, o torcedor atleticano ainda não sabe de cor a escalação do time e muito menos reúne informações suficientes para imaginar o seu desempenho até o final da temporada.

Felipão é o terceiro treinador em cinco meses e aceitou a missão de formar um time competitivo em meio a diversos jogadores que foram contratados sem qualquer método científico.

Até agora não se sabe a escalação do time principal e muito menos as suas concepções estratégicas para superar os adversários em três competições paralelas com alto grau de exigência.

Nesta partida com o Libertad, o Athletico encara uma encruzilhada na Arena da Baixada.

Se vencer, acalma os nervos da torcida e garante um faturamento em torno de 20 milhões de reais dentro do torneio continental.

Também servirá para recuperar o ânimo para os futuros desafios na Copa do Brasil e, sobretudo, na Série A do Campeonato Brasileiro, onde cumpre campanha frustrante para quem investiu tanto dinheiro nesse grupo de jogadores.

Se perder, encerra prematuramente o prometido sonho do próprio presidente do clube de conquistar a Copa Libertadores da América. E deixará Felipão em situação delicada com poucos dias de trabalho.

É curiosa a ansiedade que existe no mundo do futebol em logo apontar culpados, de preferência únicos, para expiar a frustração coletiva.

Mais do que nas vitórias, nas derrotas o futebol vira rapidinho um esporte individual. Fábio Carille que o diga.

Os erros de planejamento, as escolhas equivocadas de profissionais para a composição da comissão técnica e as contratações de jogadores promovidas sem um mínimo de critério para que facilite a composição da equipe base, significam caminhos transversos que se encontram na encruzilhada do destino.

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