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Athletico desfigurou-se para a Libertadores. A sorte atleticana está lançada

Por
Carneiro Neto
21/02/2020 16:55 - Atualizado: 29/09/2023 23:15
Athletico desfigurou-se para a Libertadores. A sorte atleticana está lançada
| Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gaz

A poucos dias para estrear na Copa Libertadores da América o torcedor atleticano mostra-se apreensivo. E não sem motivos, pois o Athletico desfigurou-se para a Libertadores.

Do excelente goleiro Santos – lesionado –, aos atacantes
Marco Ruben e Rony, passando pelo zagueiro Léo Pereira e o armador Bruno
Guimarães, o time esvaziou-se tornando-se verdadeira incógnita.

Ser competente no que se faz não é correr riscos exagerados.

O presidente Mario Celso Petraglia é respeitado como bom negociador
no futebol. Mas desinflar uma equipe vencedora, campeã com distinção da Copa do
Brasil e que mereceu o reconhecimento do concerto esportivo nacional, não
parece política de quem quer voltar a ser campeão.

Tomara esteja equivocado e que as novas contratações me
surpreendam nos testes a serem realizados no Campeonato Paranaense, a ponto de
merecerem a confiança de todos na partida com o Peñarol, no dia 3 de março.

Ser bom no que se faz não é nunca errar.

Dorival Junior errou na escalação para a final da Supercopa
Nacional com o Flamengo ao usar apenas um volante: Wellington.

O atual melhor time do país serviu-se à vontade, dominou
amplamente as ações em campo e de inhapa ganhou dois gols entregues pela
desorganizada zaga atleticana: no primeiro, indecisão entre os zagueiros
centrais Lucas Halter e Tiago Heleno facilitando a ação de Bruno Henrique; no
segundo, indefinição entre o ala Marcio Azevedo e o goleiro Santos deixando
Gabigol à caráter para a assinalação do gol.

É inicio de temporada, o time está muito desfalcado e os
novos ainda não se entrosaram, tudo compreensível. Mas profundamente lamentável
para um clube que trabalha há anos para ganhar um lugar ao sol e quando chega a
hora faz aquele papelão em Brasília.

O grupo do Furacão na Libertadores é dos mais difíceis, já
que reúne os times mais populares do Chile e do Uruguai – Coco-Colo e Peñarol –
e o sempre competitivo Jorge Wilstermann nos altiplanos dos Andes.

Desafios de grande porte ao nosso bravo representante que,
ano a ano, vai firmando a sua freqüência no maior torneio continental.

Com Tiago Nunes o Athletico era ligado, entrosado e intenso
contra qualquer tipo de adversário.

Esta é a fórmula indicada para que um clube de porte médio
possa medir forças em condições de igualdade com os grandalhões nacionais e
internacionais.

Não sei se Dorival Junior conseguirá extrair o máximo do
novo time, se bem que a ousadia individual, quando bem canalizada, dribla a
prancheta dos técnicos. Ou, por outra, se os novos contratados forem mesmo bons
de bola e conseguirem mostrar ambição profissional, podem surpreender
positivamente.

O futebol com alto nível de competição tem geometria mais
complexa.

A sorte atleticana está lançada.

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