Normalmente o mês de janeiro era destinado ao retorno dos atletas, apresentações das novidades, pré-temporada, treinadores estudando o modelo de jogo adequado, alguns amistosos e o torcedor acompanhando tudo de longe, preferencialmente na praia.

Tudo mudou com a maluca Copa do Mundo com 48 seleções a ser disputada no meio do ano em três países que têm se bicado politicamente por conta dos métodos adotados pelo presidente dos Estados Unidos em seu primeiro ano do segundo mandato.

Mas, a nossa realidade é que a dupla Atletiba enfrenta os desafios do calendário antecipado e de suas próprias mudanças estruturais, dentro dos seus respectivos departamentos de futebol.

Se Odair Hellmann continua dando as cartas no CT do Caju, após o sucesso do acesso do time para a Série A no ano passado, ele próprio talvez não contasse com tantas novidades antes do término do primeiro mês do ano: novos colombianos chegando, veteranos contratados e, para felicidade geral, o surgimento de promessas com grande potencial técnico como Felipe Chiqueti, Bruninho, Riquelme e outros que se juntam aos já aprovados João Cruz e Dudu.

Odair Hellmann, técnico do Athletico. (Foto: Duda Matoso/Athletico)

Como conta com Kevin Viveros no ataque, além dos coadjuvantes Luiz Fernando, Renan Peixoto, Leozinho e o irregular Mendoza, resta ao comandante atleticano fazer as suas opções e, principalmente, acertar de uma vez por todas o quarteto do meio de campo, ainda a maior deficiência da equipe.

Inter é grande teste do Furacão; Coxa recebe o Bragantino

O Internacional, em Porto Alegre, é o primeiro grande teste no retorno do Furacão à Série A do Campeonato Brasileiro. É preciso o torcedor ter um pouco de paciência, afinal com a disputa do Campeonato Paranaense concomitantemente com o Nacional parecem enormes as dificuldades para o ajuste do chamado time principal.

Não é diferente com o Coritiba. Antes, pelo contrário, com o substituto de Mozart ainda conhecendo o elenco e demonstrando esperteza ao manter a estrutura defensiva e do meio de campo montada na vitoriosa campanha do título da Série B, resta dar um jeito no contestado ataque.

Fernando Seabra no comando do Coritiba. (Foto: JP Pacheco/Coritiba).

Só que os novos alas ainda não convenceram e surge imprescindível dar tempo ao tempo para o entrosamento ofensivo. O acadêmico Fernando Seabra tem feito as suas exposições com equilíbrio e serenidade, mas também sabe que futebol é resultado.

Recebendo o competitivo Bragantino no Alto da Glória, onde não vence há alguns meses, espera-se uma grande performance do Coxa no seu retorno a Primeira Divisão do futebol brasileiro.

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