Depois de reunir bom elenco entre as temporadas de 2018 – Campeão Paranaense e Campeão da Copa Sul-Americana – e 2019 – Bicampeão Paranaense e Campeão da Copa do Brasil – sob o comando do vitorioso treinador Tiago Nunes, o Athletico perdeu a mão na escolha de reforços.

Paulo André, que não soube se relacionar com Tiago Nunes e bateu de frente com o técnico que deixou o clube antes do final do Campeonato Brasileiro, foi muito infeliz na escolha de jogadores para a substituição dos melhores que foram negociados pela alta valorização que alcançaram no mercado da bola.

Observando o atual time atleticano, sob o comando do jovem e ainda inexperiente António Oliveira, algumas coisas chamam a atenção.

Tais como a má postura da zaga, seja com a escalação de dois ou três zagueiros interiores; a despreocupação dos alas Marcinho e Abner com os procedimentos defensivos; a clara limitação do volante Richard que não tem dado conta do serviço satisfatoriamente; a falta de criatividade do meio de campo, setor em que apenas Christian e Terans se sobressaem e a falta de um centroavante realizador como foi Marco Ruben.

Outra coisa curiosa é o rodízio promovido pelo treinador, o que tem prejudicado muito a confiança de alguns jogadores inseguros pela própria autocrítica profissional e a falta de melhor entrosamento. Quando joga completa, a equipe cresce, como nos torneios mata-matas, mas no Brasileirão tem sido um fracasso.

Está havendo algo no Furacão que é, no mínimo, curioso. Todos estão sempre muito bem preparados fisicamente, mas bastam algumas substituições ou rodízios para o time diminuir o rendimento. Em quase todos os jogos, o Athletico joga melhor no primeiro do que no segundo tempo.

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Tudo isso somado e mais a responsabilidade de disputar quatro competições paralelas tem desgastado o grupo e a própria comissão técnica, ao ponto de o treinador português ter afirmado que está apenas de passagem, sem encontrar outro argumento para justificar a má atuação e a derrota para o Corinthians em plena Arena da Baixada.

As contratações feitas deixam claro que o Athletico aposta mais em jogadores de exportação, visando negócios futuros, do que a formação de uma equipe forte, entrosada e com apetite de ganhar títulos. Alguém que conheça futebol e tenha autoridade sobre o executivo Paulo Autuori precisa entrar em ação antes que seja tarde.

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