Chega a ser comovente acompanhar o esforço das equipes que disputam o Campeonato Paranaense, depois de tantos percalços, paralisações, restrições e prejuízos generalizados por conta da terrível pandemia provocada pelo Covid-19.

Todos os dirigentes e profissionais evolvidos no processo de realização merecem os cumprimentos pela dedicação e superação, mesmo sabendo que se trata de uma competição deficitária e de menor expressão.
Olhando um pouco para cima podemos enxergar a superioridade técnica dos representantes brasileiros nas duas competições continentais.

Confira a classificação do Campeonato Paranaense

O Athletico, mesmo sem ter sido tecnicamente brilhante, ganhou os dois primeiros jogos pela Copa Sul-Americana e quase todos os times brasileiros conseguiram se impor nas primeiras rodadas da Copa Libertadores da América. A exceção foi o Santos, que parece trôpego; assim como o Corinthians na Sul-Americana.

No conjunto geral, entretanto, é importante destacar o empenho dos clubes nacionais em meio à pandemia e o calendário apertado. São tantos os obstáculos, que até mesmo os milionários times europeus estão reclamando do excesso de jogos, da ausência de público nos estádios e dos prejuízos acumulados.

Confira a tabela da Sul-Americana

Tecnicamente também se observa uma mudança, tanto que gigantes como Bayern – o último campeão da Liga dos Campeões -, Liverpool, Barcelona, Juventus e outros ficaram pelo meio do caminho. Os quatro semifinalistas do maior torneio do planeta revelam grande equilíbrio e os respectivos treinadores estão sendo checados e cobrados de todas as formas.

Da revelação Thomas Tuchel, do Chelsea, ao experiente Pep Guardiola, do Manchester City, passando pelo carismático Zinedine Zidane, do Real Madrid, e o ascendente Mauricio Pochettino, do Paris Saint-Germain.

Confira a tabela da Liga dos Camepeões

No plano tático verifica-se uma tendência à escalação de três zagueiros, liberando os alas e os volantes para juntarem-se aos meias e aos atacantes na busca do gol. É um novo esquema de jogo, 1-3-7, que ainda não chegou de vez ao futebol brasileiro.

Muitos treinadores locais continuam jogando com dois zagueiros e enchendo o meio-de-campo de volantes marcadores. Mas, levando-se em consideração os tempos estranhos em que vivemos, tem sido bom o nível técnico das partidas, tanto aqui quanto no continente europeu.

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