Duvido que alguém que teve a oportunidade de ver o jogo em que a Ucrânia derrotou a Escócia pelas eliminatórias européias da Copa do Mundo não tenha ficado sensibilizado.

Ou até mesmo emocionado, mesmo tendo assistido apenas aos melhores momentos e as cenas de dramaticidade e integração oferecida pelos ucranianos na arquibancada.

Um país em guerra, invadido pelo vizinho poderoso, massacrado por uma potência nuclear e provocando as mais diversas reações da população mundial, a Ucrânia é um grande exemplo de amor, destemor e tenacidade.

Não por acaso, o futebol é uma metáfora de guerra.

Luta, garra, defesa, ataque – a pátria afia as suas chuteiras, em busca da glória do esporte.

Tivemos na semana que se encerra a emocionante Ucrânia e o futuro do Brasil.

O Brasil, que se tornou a seleção mais vitoriosa com a conquista do pentacampeonato mundial, e que nos últimos 20 anos só tem decepcionado os seus torcedores e os milhões de admiradores espalhados pelos mais diversos países.

Testemunhei a admiração e até mesmo a adoração de torcedores, sobretudo na Europa, México e no Japão, pela riqueza técnica, pela criatividade e a arte do futebolista brasileiro.

Estamos em débito com esse povo apaixonado por futebol bem jogado.

Tite fez as suas escolhas, o grupo parece estar unido e compenetrado para o desafio de novembro no Catar.

Ainda é cedo para discutirmos o esquema tático a ser adotado ou mesmo a configuração do time titular, entretanto, é bom salientarmos que a atual seleção mostra potencial de crescimento, mas ainda não está pronta.

O time é jovem e cheio de boas intenções, mas precisa melhorar muito para encarar os atuais bichos-papões: França, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Espanha e, por que não, a Argentina, que outro dia ganhou a Copa América em pleno Maracanã.

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