Athletico divulgou nesta terça-feira (30) o relatório anual da administração, exercício 2018. É uma obrigação legal dos clubes trazer ao público os números das movimentações financeiras. No caso do Furacão, dois balanços foram divulgados: da agremiação e da CAP S/A, empresa de propósito específico para gerir as questões financeiras da Arena. Embora ambas gerem ônus e bônus ao Furacão são feitas de forma divorciada. E a Arena da Baixada mais uma vez ganha destaque na análise financeira atleticana.

É na CAP/SA que o Atlético coloca os problemas em relação ao pagamento final da Arena. Pela contabilidade apresentada, o clube deve cerca de R$ 430 milhões ao Fundo de Desenvolvimento Estadual pelo financiamento para concluir o estádio – o valor é a soma da dívida circulante (pagamento a curto prazo) e não circulante (pagamento a longo prazo). A perícia judicial avalia a Baixada em R$ 634,9 milhões. Ou seja: pouco mais de 65% do imóvel estaria comprometido para cobrir o empréstimo para construção.

Houve um acréscimo na dívida de R$ 40 milhões, com base em uma cobrança anual de quase 10% de juros (TJLP +  1,9%). Com venda de jogadores, em 2018, o Furacão faturou R$ 43 milhões, sua maior receita quitaria então os juros.

Nos últimos três anos, o passivo saltou R$ 106 milhões.

No total, o clube movimentou R$ 5,9 milhões em receitas brutas com seu complexo na Água Verde, praticamente o mesmo resultado exercício anterior, quando divulgou R$ 5,6 mi.

Briga na Justiça

Corre na 4.ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba um processo chave para a situação da Arena da Baixada. O clube quer provar que o total gasto foi além dos R$ 184,6 milhões acordados no aditivo do convênio tripartite (com os governos estadual e municipal), visando dividir também os R$ 291 milhões emprestados pela Fomento para sua conclusão. As execuções da dívida podem levar o imóvel para penhora.

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No resultado final do balanço anual, o Athletico apresentou um superávit de R$ 16.474.477,50 que correspondem ao incremento de 4,04% em relação a 2017.

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