É regra sem exceção. Toda vez que o Athletico precisa buscar uma solução para uma equação tática durante o jogo, o menino Vitor Roque a tem.

E não é o que as extravagantes manias de arquibancada gostam de remeter para o campo das coincidências. É por um fato concreto: Vitor Roque é o que cabe no conceito restrito aos jogadores especiais e que popularmente é definido como “acima da média”. Entenda-se que no caso de Roque “a média” não é a dos bons jogadores no Brasil, que é baixa, mas dos bons brasileiros do exterior.

Então é posta a questão: por que razão Vitor Roque é usado como opção para resolver problemas e não como solução para evitar problemas? Se em dez minutos contra o Corinthians fez tudo o que, em 70 minutos, Pablo, Cirino e o inacabado Cuello foram incapazes de fazê-lo, é mais do que razoável a conclusão de que ele tem a vocação já definitiva de prevenir problemas.

Nem mesmo o argumento que Roque tem 17 anos pode entrar como elemento para a análise da questão. Ângelo, com 17 anos e Marcos Leonardo, com 19, estão carregando o sofrível time do Santos no Brasileirão.

Geraldo Damasceno, o saudoso Geraldino, treinador de todos em Curitiba, e que era um professor em revelar jogadores, deixou uma grande lição: “Quem sabe jogar, joga com qualquer idade e em qualquer lugar”.

Concordo: Felipão sabe o que faz.

Exatamente por saber, Vitor Roque deve ser a solução imediata no Atletiba.

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