Multimilionário por herança do falecido do pai, Cecílio do Rego Almeida, e bem-educado nas melhores escolas, inclusive em regime internacional, o que autoriza a presumir ser um empresário capaz, Marcelo Almeida era a cereja do bolo da chapa “Coritiba Ideal”, que em janeiro de 2021, assumiu o comando do Coxa.

De repente, o festejado blogueiro político Fábio Campana, atleticano dos grandes, publica no seu site que Marcelo Almeida renunciou ao cargo no Coritiba para ao qual foi eleito. O post de Campana ainda está lá. E se trata de um dos jornalistas mais bem informados do Paraná.   Quando escrevo (17h55 do dia 17 de maio de 2021, Almeida, ainda, não tinha oficializado a sua renúncia.

Das duas, uma: ou mandou dizer por Campana que está fora, como se não tivesse obrigação de dar satisfação ao clube (leia-se, torcida), ou está querendo provocar um fato para ser adulado e mimado, e ter as suas vontades atendidas pelos outros dirigentes. Seja qual for a hipótese, na medida em que exercia um cargo para o qual foi eleito pelo povo coxa, a sua conduta não é própria de quem foi educado para cumprir obrigações públicas.

Não se pode negar o direito à renúncia. Marcelo tem todo o direito de exercê-lo. É um valor que todos nós adquirimos quando somos indicados para exercer alguma função.

Mas, não se trata de um direito que podemos alienar a qualquer momento só em razão da nossa vontade e das nossas questões de vida. Para exercê-lo é necessário considerar as razões pelas quais aceitamos e fomos eleitos para cargo.  Só assim, a renúncia consegue ter uma carga mínima de dignidade. Do contrário, se torna uma ação irresponsável.

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