Por onde passa e por onde vai, o treinador Tite ouve vozes palmeirenses: Raphael Veiga na Seleção Brasileira. Por sempre responder nas entrelinhas, que é uma forma de manipular as palavras e as ideias, Tite conversa em português e desconversa em titês. É esse idioma que tenta explicar as razões pelas quais Raphael Veiga, o melhor meia do futebol brasileiro já há tempo, não tem uma única chance de jogar pelo Brasil. Como ninguém o entende, fica a dúvida da qual gera o clamor.

Talvez, queira evitar convocado uma vez, por seu talento e inteligência, Veiga acabe criando uma situação que o obrigue a excluir algum parceiro com quem fez pacto de sangue. Talvez, se passasse a procuração para o empresário Kia Joorabchian, Raphael Veiga seria Seleção Brasileira.

O caso de Raphael Veiga lembra o de Alex para a Copa de 2002. Há diferenças objetivas, é claro. Por onde passava e por onde ia, o técnico Luiz Felipe Scolari ouvia vozes brasileiras: Alex na Seleção Brasileira. Por questão de transparência dos seus atributos pessoais, justificava as suas opções e as opções descartadas. A diferença fundamental era a unanimidade brasileira na qual se ambientava os pedidos por Alex, por ser um meia completo, o que não é Veiga.

A exclusão de Alex em favor do limitado Ricardinho teria sido motivada por questões táticas, que é uma espécie de amuleto usado por todo o treinador. Sem discutir as razões de Felipão, Alex passou para a história como o grande injustiçado para a Copa de 2002.

Agora chegou a vez de Raphael Veiga.

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