Voltar ao Brasileirão como o terceiro de quatro classificados não teria deixado o Coritiba um pouco desajeitado? Visto sob o ângulo da arquibancada, é possível olhar os coxas voltando na bacia das almas.

No entanto, tratando-se de Coritiba, prefiro ter uma visão só pela razão: ascendendo como campeão ou como terceiro, como ocorreu, é irrelevante, porque as lembranças da Segundona só ficam se foram péssimas. As boas são esquecidas.

No caso, talvez, a ascensão como terceiro, em especial pelas últimas derrotas (CSA e Ponte Preta), possa até fazer bem para os coxas por um fato: não irá permitir nenhum comprometimento emocional dos dirigentes em relação aos jogadores que participaram da campanha da Segundona.

Sem romantismo, as exceções imediatas, limitam-se a Natanael, Henrique e Igor Paixão, capazes de jogarem em qualquer divisão. O goleador Gamalho é um enigma pelo histórico da sua carreira. Sempre artilheiro na Segundona, não tem um bom currículo quando exigido no ambiente de nobres.

O goleiro Wilson? Terminou a Segundona parecendo vestir terno e gravata, com o perfil bem-acabado de um executivo.

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