Como na vida, no futebol, que é um mundo à parte, segundo a doutrina do professor Paulo Autuori, debates não ocorrem por acasos, são motivados por fatos. A paixão por um time é um fato.

O UmDois Esportes em um quiz especial está provocando o sentimento do torcedor para medir o grau de sua paixão por seu clube de coração. À partir dele estou submetendo o torcedor a uma questão: a paixão pelo time do coração é tão poderosa que é capaz de não compreender alguns motivos por determinadas derrotas?

Qual o nível de compreensão dos coxas?

Não se pode fechar os olhos ao que aconteceu nos últimos anos com o Coritiba. As boas intenções dos antigos dirigentes foram enterradas pela inexperiência que no futebol é quase sinônimo de incapacidade.

Essas aventuras propostas pelo próprio clube, por ter se submetido ao poder de mando da arquibancada, devolveu-o para a segunda divisão. E desta vez foi pior do que os rebaixamentos anteriores porque, agora, coincidiu com a pandemia cujos efeitos são devastadores.

Se o Coritiba não está em situação ainda mais temerária, é por que um outro fato ocorreu, que foi a eleição dessa nova diretoria que tem na presidência Renato Follador. Nessa época de cão, as coincidências são de natureza ruim. Essa para os coxas foi tão grandiosa que no mínimo é capaz de compensar o que ocorreu de negativo.

A realidade do Coritiba é ainda mais grave

Não pensem os torcedores coxas que a vida da nova diretoria está fácil. A realidade das dificuldades é mais grave do que a simples presunção pode sugerir. Todos, em maior ou menor dose, direta ou indiretamente, estão submetendo-se a sacrifícios pessoais, em razão das circunstâncias que assumiram.

Sem dinheiro e sem fonte de renda, só mesmo uma combinação de capacidade empresarial e amor pelo clube para expor-se a sacrifícios pessoais nessa época é capaz de restabelecer a dignidade que se agarra na história.

Esses fatos que hoje são verdade em estado puro são capazes de provocarem a compreensão dos coxas na hipótese de permanência mais um ano na segunda divisão?

Não sei se a torcida do Coritiba entende a proposta de Follador, Juarez Moraes e Silva, Marcelo Almeida, Vilson Ribeiro de Andrade, Glenn Stenger e Osiris Klamas. Eles assumiram de salvar o clube como instituição que boa parte de Curitiba adota como um valor de vida.

É evidente que a proposta tem como referência a volta de conquistas no futebol e, em especial, ao Brasileirão. Só no futebol atual, para qualquer clube, não há hipótese impossível ou remota. Todas as hipóteses são imediatas e possíveis. Para o Coritiba, inclusive, a de não voltar em 2022.

Qual seria o nível de compreensão dos coxas?

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