Pelo Brasileirão, na Baixada, Athletico 0 x 1 Santos.

Uma pergunta: nesse 2021, o mundo real do Furacão é aquele em que é capaz de amassar o poderoso Flamengo, no Maracanã (3 x 0), e se tornar finalista da Copa do Brasil; ou, o seu mundo real é esse em que, na Baixada, ao lado da sua torcida, perde para o sofrível Santos (1 x 0), pelo Brasileirão, acumulando cinco jogos sem ganhar, sendo quatro derrotas, três em casa?

Para responder é preciso que os atleticanos façam um esforço para buscar um equilíbrio entre a paixão e a razão. Eu sei que é difícil, mas, paixão e razão no futebol, como na vida, também têm seus limites.

Um jogo decisivo e de repercussão nacional como é contra o Flamengo não é regra, é exceção. Em um jogo assim, como são todos que decidem Copas, ou como serão as das finais pela Sul-Americana e Copa do Brasil, só se contraria a lógica e as teorias, desde que o time, em tese, inferior, ganhe consciência de seus limites.

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Então, buscando na renúncia ao jogo de vaidade, na disciplina e, na superação física e emocional, alcança o equilíbrio. Encontrando-os, ele ganha a capacidade de vencer sem precisar dar as mãos ao acaso. Foi assim, excepcional, que o Furacão tomou de assalto o Maracanã e goleou o Flamengo pela Copa do Brasil. Às vezes, é um mundo paralelo.

Já nesse Brasileirão, sem essa consciência, o Athletico não consegue equilibrar as suas poucas virtudes com as suas carências técnicas e táticas.

Nesse jogo contra o Santos, por ser o Brasileirão, que por ser longo, exige virtudes naturais e não excepcionais, voltou a acusar seus crônicos defeitos. Obrigado a vencer para não entrar em um estágio de desengano (perigo de rebaixamento), voltou a ser o que vem sendo: de início confuso, em seguida e até o final, desorganizado. Em desordem, uma ou outra bola cruzada para um Kayzer isolado ou um Terans vindo de trás, e nada mais.

Voltando ao seu natural, o técnico Alberto voltou a ser Valentim, incapaz de dar ordem às coisas no intervalo. Voltando ao seu natural, o zagueiro Ivaldo voltou a ser Zé, falhando aos 2 minutos para Madson, de cabeça, marcar o gol do Santos.

E, o Santos é tão frágil, que o Furacão mesmo com um futebol raso, sem profundidade, continuou com a bola e os espaços. O máximo que conseguiu foi a ilusão que é o gol perdido: aos 9’ por Terans, e aos 30’ por Renato que voltou a ser Kayzer. Quando Valentim mandou o zagueiro Thiago Heleno ocupar o mesmo espaço de Kayzer e Bissoli na área santista, o Furacão voltou ao mundo real.

Contra o Flamengo, na terça, precisa voltar ao seu mundo paralelo. Esse serve, também, para não permitir que os números negativos assustem a sua torcida.

Nesse os números começam a assustar.

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