Entre tantas, uma das virtudes de Mario Celso Petraglia é a de afastar o conflito entre o romantismo e o profissionalismo no Athletico. Usa aquele para sustentar esse, sem confundi-los.

Bem por isso, surpreende-me alguns atos recentes do dono do Furacão. Não sei se é por causa de que a idade da nossa geração está deixando-a com o coração mole e transigente. Seja qual for o motivo, a verdade é que Mario Celso anda em uma esteira paternalista.

Já tinha ocorrido com Jadson. Voltou para o Athletico e deu no que deu: o meia foi embora e deixou cinzento o tempo de origem.

O fato está se repetindo com Pablo e Marcelo Cirino. Quando a história já está escrita e tem um final, qualquer emenda coloca- em risco.

A história de Pablo já tinha terminado com os R$30 milhões que rendeu ao Furacão no negócio com o São Paulo. A de Marcelo Cirino já havia ganho uma final improvável com o histórico drible no Beira-Rio, e o passe para Rony liquidar com o Inter na conquista da Copa do Brasil. Mas, como se estivesse praticando um gesto humanitário, Petraglia trouxe os dois de volta.

O romantismo, em época de profissionalismo, sai muito caro quando pênaltis e gols são perdidos.

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