Independência (BH), Brasileirão: América 1 x Athletico 0.

Definitivamente, Fábio Carille não tem vaidade. E para um treinador, a vaidade é uma virtude. A partir dela, preocupa-se em dar o mínimo de ordem tática a um time. Explica-se aí o fato de que o Athletico virou um amontado cujo destino Carille entrega ao deus-dará.

Feliz do atleticano que não viu essa derrota para o fraco América. Foi assustadora com um jogo de pesadelo. E nem se atribua ao fato de que Canobbio, Vitinho e Terans entraram durante o jogo.

Tanto é verdade, que nem a presença deles durante 35 minutos foi capaz de influir na conduta do time e acabar com a desordem. As defesas de Jaílson foram de bolas cruzadas de escanteio.

Se estavam em campo, qualquer plano de jogo, mesmo no campo de suposição, era descompensado por Vitor Bueno e Matheus Fernandes, que estrangulam qualquer time. Não se justifica a exclusão de Christian, que guarda a defesa, mantendo-esses dois.

E mais grave: já há sinais que não há confiança no treinador. A prova foram os erros do goleiro Bento na saída de bola, e a relação tensa entre Pedro Henrique e Vitinho.

A consequência dessa conduta do Furacão foi a derrota. Aos 29 minutos da etapa final, Índio Ramirez driblou Pedro Henrique e finalizou o goleiro Bento.

A conta da irresponsabilidade de Petraglia de manter o time inativo com Alberto Valentim durante quatro meses, chegou. Resta saber se antes do pagamento integral da conta de Valentim, terá que se pagar, também, a conta pela contratação de Fábio Carille. Com esse, o Furacão em seis jogos (Brasileirão e Libertadores) marcou dois gols. E de pênalti.

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