Ao retornar às redes sociais, o presidente Mário Celso Petraglia atribuiu o fracasso do Athletico em 2020, entre outros fatos, "à pandemia e ao isolamento social imposta pelos governos em razão do desconhecimento e mal orientação cientifica".

Não sei o que leva Petraglia acreditar na ironia que lhe dá o tratamento de deus. Declarando-se Bolsominion só por interesse, porque a sua ideologia sempre foi o dinheiro, adota as regras da cartilha que nega o direito à vida.

Ao atribuir como um dos motivos do fracasso do Athletico o isolamento social e que teria sido imposto pelos governos por "desconhecimento e mal orientação cientifica", consegue desfigurar algumas máximas, tornando-se grande por fora, mas pequeno por dentro.

Além de medíocre e pequeno de alma, vai contra os fatos, o que lhe dá a identidade de mentiroso. Se tem clube que não pode atribuir à pandemia e ao isolamento social motivo para o fracasso técnico, é o Athletico.

A pandemia foi declarada em março de 2020. Antes, o Athletico já havia gasto próximo de R$ 30 milhões em direitos e contratos em jogadores e treinador (Dorival Júnior). Se Petraglia tivesse acertado o mínimo que se exige de um dirigente responsável no comando do futebol, o Furacão estaria competindo no Brasileirão por um objetivo mais digno.

Como deve sentir o torcedor atleticano, que teve um familiar ou um amigo vitimado pela pandemia, quando o seu presidente pratica uma agressão à dignidade humana, no momento, em que o Brasil está batendo na casa dos 200 mil mortos pelo Covid-19?

Nesta quarta (6), no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o Furacão joga contra o Botafogo. Começará uma nova disputa: a vaga pela Sul Americana. Favorito, contra o Botafogo, qualquer um nessa condição joga com a obrigação de vencer.

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