Quando Pablo perdeu o pênalti contra o Libertad, lembrei de uma lição ensinada por Otacílio Gonçalves. Para o notável mestre gaúcho, enquanto treinador de futebol, há jogadores que devem sair. É que mantidos, acabam jogando. E jogando atrapalham o técnico e influencia nas derrotas do time.

Pablo passou a ser um grave problema para o Athletico. Em um passado recente foi ídolo, fez gol de título, rendeu milhões de dólares, mas fracassou. Voltou do São Paulo despedaçado técnica, fisica e, em especial, moralmente. Há quatro meses reintegrado à excelência do CT do Caju, não acusa nenhum sinal de recuperação.

No entanto, é o recurso imediato que Carille usa para dar alguma solução para o ataque. É um ato mecânico do treinador, motivado pelas circunstâncias: a imagem de Pablo continua sendo aquela anterior à ida para o São Paulo, quando a imagem real é essa, do jogador que perdeu a força técnica, física e interior.

É possível afirmar que a volta de Pablo já se transformou em um gravíssimo problema para o Furacão. Ainda com a imagem de ídolo, o treinador e Petraglia entendem que ele tem que jogar. Embora conscientes do erro da volta, tem uma questão sensível a resolver: o milionário contrato de Pablo.

E para isso, tem que jogar.

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