Perguntaram a Santo Agostinho o que é o tempo? Ele respondeu: “Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei”.

De fato, na execução da vida, aprendemos que não é possível medir o tempo. Reclama-se por ele, mas o que é longo para um, é curto para outro.

Na Baixada, não há quem não peça tempo para o treinador Fábio Carille. É razoável, afinal, assumiu o Athletico com time em desordem, obrigando-se a montá-lo com jogadores chegando todos os dias.

No entanto, ao se dar o tempo justo a Carille, pode estar se negando tempo necessário ao Athletico para vencer no Brasileirão. Há um conflito entre o direito de Carille e a necessidade do Furacão. Entendo que essa, por ser muito mais relevante, exige do treinador uma certa renúncia ao seu direito.

E, talvez, ele tenha essa capacidade, não incentivando dúvidas para a formação da base definitiva do time. Entre Terans e Marlos, o uruguaio é absoluto. O comando de ataque, entre Pablo, Marcelo Cirino e Vitor Roque, tem de ser Vitor Roque. Não se paga R$24 milhões por uma opção, mas por uma solução. Em dois jogos, já foi possível concluir que Agustín Canobbio está inseguro por ainda não saber o espaço de campo onde deve jogar.

Embora jovem ainda, Fábio Carille deve ter noções relevantes sobre a formação de um time. Deve saber quando um time pode ocupar mais tempo para ser ordenado, e deve saber quando o imediatismo exige que esse tempo seja encurtado. Essa última hipótese, é a do Athletico.

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