O “seo” Ennio Fornea morreu. A última vez que conversei com ele foi na véspera do Natal de 2019. Como tivesse previsto a ausência longa, que acabou ocorrendo com a pandemia. Guivan Bueno me levou. Bem antes era o meu companheiro das caminhadas diárias das 6h30, no Barigui.

Nem as bombas de Hitler sobre Mestre e nem a opressão de Mussolini impediram-no a buscar a realização dos sonhos baseados em ideais. Em 1949, pegou um navio no porto do seu natal Veneza e tomou o rumo do Brasil.

Nesses encontros que por serem imprevisíveis são extraordinários, chegou em Curitiba na mesma época que surgia aquele que se tornaria um valor precioso da vida: era a época dos gols de Neno, Ruy, Jackson do Nascimento e Cireno, que faziam surgir o Furacão.

A partir do “seo” Ennio explica-se o amor mútuo entre o Athletico e a família Fornea.

Conheceu Celina e, então, começou a se eternizar uma bela história de amor, lealdade, amizade e realizações. Com os filhos Enni, Enio e Elizabeth, depois com netos e bisnetos viveram intensamente. Um dos seus maiores valores de vida não deixou por aqui. Era só seu: o amor pelo Clube Athletico Paranaense.

“Seo” Enio foi embora. Como se seguisse o roteiro do filme “A Vida é Bela” do seu conterrâneo Roberto Benigni, preparou tudo. Ao chegar a sua saudosa filha Enni já o estava o esperando: um abraço, um beijo e a ceia de Natal dos sonhos.

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