O treinador no futebol brasileiro virou uma aposta de alto risco. Pode ter um histórico de conquistas, pode ser um professor de futebol e pode ser muito mais do que isso. No entanto, a volta do imediatismo no futebol brasileiro o torna refém do vitórias. Sem vitórias, não há projeto que o sustente.

Fábio Carille assume o comando técnico do Athletico já pressionado por um fato: será o treinador de um Furacão que quebrou todos os seus paradigmas em investimentos no futebol. Não há na história do clube um treinador que tenha entrado no Caju com tantos privilégios.

Como nunca na sua história, o Athletico gastou milhões em contratações. Apenas duas delas, o uruguaio Agustin Canobbio e o mineiro Vitor Roque custaram R$ 39 milhões. Esse sacrifício “para disputar os títulos da Libertadores da América, da Copa do Brasil e do Brasileirão”, segundo a locução do seu presidente, Petraglia.

Há uma contradição na contratação de Fábio Carille. É que ao mesmo tempo em que investe em jogadores ofensivos e da excelência de Vitor Roque, Canobbio e Vitinho, o Furacão contrata um técnico de cultura defensiva.

De qualquer maneira, qualquer análise em relação ao novo treinador é tese. Para quem gastou milhões de reais e prometeu títulos de Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão, para a vida de Carille só há um projeto: a vitória.

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