Em regra, os técnicos são conservadores. Mas há os transgressores que encontram nas mudanças, às vezes, e em tese, desnecessárias, a forma de provocar os jogadores.

No futebol brasileiro, em razão do calendário estrangulado pelos quatro meses de Estadual, o técnico não pode ser conversor ou transgressor. Ele simplesmente é empurrado para mudanças para preservar as condições física, técnica e emocional dos jogadores até o final da temporada.

Esse instinto de preservação está sendo adotado pelo Athletico. E está se transformando em uma espécie atípica no futebol brasileiro.

A circulação de jogadores é tão intensa, que não há lembrança imediata da última vez que repetiu o mesmo time no Brasileirão e na Sul-Americana. E, no entanto, faz até aqui, uma das temporadas mais regulares dos últimos anos. Não significa que será campeão de um dos torneios, mas, em todas as fases joga com protagonismo.

A partir destes fatos, provoca-se a questão central. Considerando que a qualidade técnica do Furacão é limitada, como explicar essa sua conduta positiva?

Resposta: é o método de trabalho adotado há anos.

E, quando é executado sob as ordens de um profissional capaz e honesto como Paulo Autuori, o desalinho natural na qualidade técnica de jogadores é compensado pelo método que acaba se tornando invulnerável com o tempo.

A exceção de Santos, Abner, Thiago Heleno, Nikão e Vitinho, já não se sabe quem é titular ou reserva nesse Furacão. O método diário atua no dia do jogo como elemento de compensação.

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