Em jogos da Baixada, quando é possível o Athletico ganhar e não ganha, o torcedor que fecha a porta para a razão, acaba saindo com o sentimento de frustração.

Não deveria. Pelo menos nesse empate com o Santos a dois gols deveria ser compreensivo: a uma, porque o time paulista é igual em virtudes e defeitos; a duas, porque a bússola do Furacão continua sendo Felipão. Talvez vá chegar o dia que nós, brasileiros, ganhemos a consciência definitiva de que o jogador não é um elemento mecânico que depende só das ações do treinador.

Como nos gols do Santos, de Marcos Leonardo:  Pedro Henrique e Nico ainda não aprenderam que para combater a bola alta ou baixa é preciso marcar o atacante? Como de outras vezes, parados e inertes, assistiram. Responsáveis diretos, as suas falhas comprometem a conduta geral do time. Torna-se urgente a volta de Tiago Heleno.

Dos 30 minutos até o final da etapa inicial, o Furacão foi brilhante. Avançando, diminuiu o assanho do Santos que, mal educado, achava que a Baixada era dele. O empate foi salvo pela trave no chute de Christian, e pela sorte, na cabeçada de Pablo. Mas daí, aos 42 minutos, a sorte do Peixe não resistiu quando Pablo finalizou o passe de Pedro Rocha: 1x1.

No intervalo já foi possível sentir o ambiente de iguais. Nem mesmo o segundo gol do Furacão, no qual Baptistão desviou contra um chute de falta de Terans, criou o desequilíbrio. Mais, ainda quando David Terans foi trocado por Erick. Aliás, reclama-se uma razão de Terans, o melhor do time, nunca terminar um jogo.

O Santos voltou a dominar e forçou uma nova falha de Pedro Henrique e Nico. Como se fosse uma escrita bíblica, aconteceu e Marcos Leonardo empatou.

Para ver o Athletico jogar é preciso ter um pouco de resignação. No campo, não é um time de R$ 70 milhões de reais.

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