Há 53 anos vivo intensamente o Athletico, o que não é pouca coisa. De 1995 para cá quase tudo mudou, mas o elemento essencial continua e será sempre imutável: o Furacão como um valor da vida de um povo exerce influência no mais frio e indiferente profissional.

Por esse elemento, às vezes, a pressão para evitar ou diminuir o risco de um estado temerário, projeta-se como um fato positivo.

Na Baixada, joga contra o Cuiabá um jogo cuja motivação da vitória foi provocada pela soberba de Petraglia e Autuori, que entendem ser o clube invulnerável à desgraça.

Mais por Paulo Autuori, que, depositário da confiança da diretoria e da torcida, entendeu que juntos Fernando Canesin, Zé Ivaldo, Carlos Eduardo, Jáderson, Jader, Nicolas, Vinicius Mingotti e Márcio Azevedo seriam capazes de administrar em campo os interesses do clube no Brasileirão.

Mais grave do que esse erro de avaliação em razão da soberba, que foi o de supervalorizar medíocres, foi o da irresponsabilidade de todos de entregarem o time ao comando de campo de Alberto Valentim.

Resultado: essa combinação de critérios disformes, soberbos e irresponsáveis, terá que vencer o Cuiabá, sob pena de ser definitivamente concorrente ao rebaixamento. Não é pela derrota do Bahia para o Galo (3x2), continuo afirmando que o Furacão não será rebaixado. Pior do que ele nesse Brasileirão são Bahia, Cuiabá, Juventude e Atlético-GO.

Mas o simples fato de ser constrangido com essa situação já demonstra que os professores de Deus do Athletico não estão acima do bem e do mal. Como disse certa vez Petraglia em uma audiência a uma magistrada, mostrando a sua soberba, “às vezes, eu também, erro”. O réu foi absolvido.

Menos ruim que o jogo contra o Cuiabá é na Baixada. E que também será o jogo contra o Palmeiras. Sob a pressão da torcida, o Athletico voltará à realidade de que é mortal.

A torcida rubro-negra não precisava passar por isso.

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