A linguagem figurada explica muitas vezes o futebol. Por ela, é possível afirmar que o Athletico “pediu para perder” para o Ceará (1x0), em Fortaleza. Tanto fez de errado a partir das escolhas do treinador António Oliveira para circular jogadores, e tanto que foi motivado para se poupar ao ponto de ir à indolência e ao desinteresse, que tornou a derrota absolutamente natural.

Aconteceu no último minuto de jogo, mas, bem que poderia ter acontecido na etapa inicial, se não fosse a espetacular defesa do jovem goleiro Bento, em chute de Cléber na pequena área.

A torcida do Furacão não precisou esperar pela execução do roteiro da derrota. Já pode antecipá-lo pela escalação do time sem Nikão, Terans e Vitinho. Com Márcio Azevedo e Jadson, o time se descompensou, obrigando Cittadini a jogar pelo setor inteiro.

Uma ou outra jogada de ataque, acabava na falta de recursos de Kayzer e Carlos Eduardo. Os dois juntos, apoiados por Márcio Azevedo vindo de trás, é um Deus nos acuda.

Nikão, Vitinho, Terans e Babi entraram a partir dos 20 minutos da etapa final. Mas, talvez, influenciados pela proposta de resguardo físico, integraram-se a esse ambiente de desinteresse.

Sem comando (Autuori estava na arquibancada) e desorganizado para marcar e proteger a zaga, o Furacão permitiu que o Ceará fosse ao ataque e criasse a oportunidade do escanteio que resultou no gol de Wendson.

Um gol no último minuto foi o castigo justo.

Talvez seja a definitiva lição para António Oliveira não abusar do direito de fazer o que bem entende.

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