Há comentários de atleticanos que eu ando entusiasmado demais com o Athletico de Felipão. E, aí, com o egoísmo que integra a nossa cultura de futebol, lembram que o Furacão sem saída de bola e com chutões, o ganho da bola e do espaço sem marcação, mas com faltas, a jogada de gol sem ataque, mas contra-ataques, e com todas as alternativas do futebol antigo.

Esses fatos não tornam a crítica egoísta. São verdadeiros.

Mas, é exatamente aí que é exteriorizada a virtude de Felipão: sendo uma espécie rara que não faz média com o patrão, com Khellven e Abner nas laterais, Pedro Henrique na zaga, Hugo Moura e Matheus Fernandes e outras opções remotas, tem a consciência de que não é possível fazer o Athletico jogar para os olhos. Com o que tem só é possível jogar para o coração com o qual só se alcança com a vitória.

Pode-se reclamar que falta ao Furacão uma plástica como a do Dr. Lincoln Graça. Mas sobram pontos na classificação e emoções.

Contra o Fortaleza será mais um turbilhão.  

De fato, o Athletico de Felipão não é para coroinhas e nem para cardíacos.

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