A esperança não é um sentimento que surge do nada. Ela é despertada e tem força vital em fatos que já ocorreram. Bem por isso, a esperança dos atleticanos do Athletico passar o Flamengo nessa fase da Copa do Brasil, não é coisa só sentida, é concreta.

Embora cada jogo seja uma história, não há como dissociar a histórica goleada de 3 a 0, em 2021, no Maracanã quando o Furacão calou 65 mil flamenguistas. Para a perda do sentido de manifestação dos cariocas, só faltou a trilha sonora cantada por Paul Simon na sua obra imortal e definitiva “O Som do Silêncio”.

Mas a esperança dos atleticanos se encerra nessa lembrança?

“O que passou, passou, mas o que passou luzindo resplandecera para sempre”, escreveu Goethe.

Então, por que não?

Nesse tempo que passou, as coisas mudaram.

O Athletico já não tem mais Paulo Autuori, que foi o grande pensador da proposta irresistível do jogo do Furacão que humilhou o Flamengo.

No entanto, há Luiz Felipe Scolari, com as suas propostas conservadoras, o seu carisma, a sua sabedoria e a estrela que recheiam a sua história de conquistas em mata-mata.

Mas, não há ninguém como Nikão.  

O seu jogo naquela noite no Maracanã foi uma dessas coisas que nem morte apaga da memória. Caju, por ser contado como lenda, e Alex Mineiro em 200, no jogo final da Baixada contra o São Caetano, tenham jogado como Nikão jogou.

Quem pode ser Nikão nessa jornada contra o Flamengo? 

Pode ser Fernandinho pensando ou lançando, ou pode ser David Terans correndo, jogando e chutando de esquerda?

A minha esperança é que Nikão foi o que foi porque vestia a camisa do Athletico, que lhe exercia um fascínio inexplicável.  

A mesma camisa que está voltando ao Maracanã.

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